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Vaca Louca: fiscalização agropecuária protege economia e saúde no ES

Ações do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) têm sido fundamentais para a prevenção de doenças como o Mal da Vaca Louca e manutenção das atividades produtivas

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Publicado em 01/10/2021 às 16h12
Fiscais atuam diariamente para assegurar que todos os requisitos sanitários em produtos de origem animal sejam cumpridos
Fiscais atuam diariamente para assegurar que todos os requisitos sanitários em produtos de origem animal sejam cumpridos. Crédito: Idaf/Divulgação

O trabalho de fiscalização e defesa agropecuária realizado diariamente no Estado, como forma de garantir a qualidade dos produtos desde o processo de criação dos animais até o seu transporte para a comercialização, desempenha papel importante para a proteção da saúde pública e da economia no Espírito Santo e no País.

Neste ano, o fato tornou-se ainda mais evidente com o aparecimento de casos do Mal da Vaca Louca - Encefalopatia Espongiforme Bovina (EBB) - em Minas Gerais e Mato Grosso, que fizeram com que a China suspendesse as importações de carne do Brasil temporariamente.

“O trabalho de fiscalização contribui para o desenvolvimento sustentável do Espírito Santo, atuando diretamente na proteção da saúde pública e dos recursos naturais, garantindo a sanidade animal e vegetal. Nesse sentido, as ações preventivas desenvolvidas pelo Idaf são fundamentais e cabe parabenizarmos os servidores do Idaf pelo desempenho que têm no órgão”, destaca o diretor-presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), Mário Louzada.

Os dois casos de vaca louca detectados no país foram de encefalopatia espongiforme bovina atípica, de ocorrência espontânea e esporádica, que afeta bovinos em idade avançada e não pela ingestão de alimento contaminado que possuem em sua formulação proteína de origem animal.

Este tipo de encefalopatia não possui poder de disseminação e não oferece risco à saúde animal ou à saúde humana. Mas também foram registrados neste ano, na Inglaterra, casos da encefalopatia clássica, por meio do consumo de rações feitas com proteína animal, como por exemplo, farinha de carne e ossos, o que mais uma vez acendeu um alerta em todo o mundo.

No Espírito Santo, as ações de prevenção acontecem em todos os municípios e começam ainda nos locais de criação dos bovinos.

Guilhermo Modenese Recla

Vice-presidente do Sindicato dos Fiscais Estaduais Agropecuários do Espírito Santo (Sinfagres) e médico-veterinário do Idaf.

"São desenvolvidos trabalhos de vigilância e fiscalização dos alimentos ofertados aos animais, impedindo que haja consumo de proteína de origem animal pelos bovinos, o que seria um fator de risco de transmissão da doença no rebanho"

RISCOS MINIMIZADOS POR INSPEÇÕES EM TODAS AS ETAPAS PRODUTIVAS

O funcionamento de toda a indústria de produtos de origem animal só é permitido com o registro no serviço de inspeção oficial, que pode ser federal, estadual ou municipal. A fiscalização do Idaf é baseada em normas, padrões de higiene e leis, que visam eliminar ou minimizar riscos de contaminação. A inspeção sanitária dos produtos de origem animal é realizada por médicos-veterinários dos serviços oficiais.

Nos abatedouros, esses profissionais são responsáveis pela análise clínica dos animais, ainda nos currais. Essa avaliação prévia é necessária, pois algumas doenças, como a raiva e a doença da vaca louca - que podem ser transmitidas aos seres humanos -, só podem ser identificadas com o animal vivo por meio da sintomatologia clínica.

Após o abate, é feita uma nova avaliação das partes internas nos animais a fim de identificar lesões características de outras doenças, como brucelose, tuberculose e cisticercose, por exemplo.

“Podemos afirmar que a carne dos animais abatidos em estabelecimentos registrados no serviço veterinário oficial do Estado do Espírito Santo é totalmente segura, pois além da fiscalização quanto ao fornecimento de alimentos para ruminantes, a inspeção é realizada para que sejam abatidos somente animais saudáveis. Além disso, todo o material de risco específico (cérebro, medula óssea, tonsilas, parte do intestino) é eliminado e incinerado, não havendo risco de transmissão da doença para seres humanos. Vale o alerta à população para que sempre verifique a origem da carne consumida”, explica Guilhermo Recla, vice-presidente do Sindicato dos Fiscais Estaduais Agropecuários do Espírito Santo (Sinfagres) e médico-veterinário do Idaf.

Fiscalização do transporte de produtos de origem animal nas estradas do Espírito Santo
Fiscalização do transporte de produtos de origem animal nas estradas do Espírito Santo. Crédito: Idaf/Divulgação

LABORATÓRIO NO ESTADO IDENTIFICA DOENÇAS E PROTEGE ANIMAIS

Uma das armas para a prevenção de doenças como a da vaca louca e outras, como a raiva, é a Gerência de Diagnóstico Laboratorial  do Estado do Espírito Santo, localizado em Cariacica, sob a coordenação do Idaf. Todo animal que apresenta sintomas suspeitos passa por exames para detectar qual a doença que possui.

Os sintomas da EBB são semelhantes aos da raiva, pois ambas são doenças que atingem o sistema nervoso dos animais (nervosismo, hipersensibilidade, dificuldade de andar) e que podem ser transmitidas para o ser humano e não possuem tratamento. Assim, se uma amostra de um animal tem resultado negativo para a raiva, após um segundo exame, o material é enviado ao Laboratório Nacional Agropecuário do Mapa (Lanagro), em Pernambuco, para se efetuar o exame para EBB.

Seguindo os critérios do Ministério, este procedimento é feito com as amostras de bovinos com idade acima de 24 meses e ovinos e caprinos acima de 12 meses. Este exame é obrigatório nos animais importados de países de risco.

Saiba mais sobre a doença da Vaca Louca:

O que é?

  • A doença é causada por um agente infeccioso denominado prion, derivado de uma proteína da membrana de células nervosas que, quando modificada, provoca um quadro degenerativo crônico e transmissível do sistema nervoso central (SNC) dos gados, causando sintomas como hipersensibilidade ao som, toque e luz, dificuldade para andar e nervosismo.

Formas de contágio:

  1. Origem atípica: nesse caso, naturalmente, o príon sofre uma mutação, se tornando infeccioso. Quanto mais velho o animal, maior a probabilidade disto acontecer.
  2. Contaminação: por meio do consumo de rações feitas com proteína animal como, por exemplo, farinha de carne e ossos de outras espécies. No Brasil, é proibido o uso deste tipo de ingrediente na fabricação de ração para bovinos.

História:

  • Foi diagnosticada pela primeira vez no Reino Unido, em 1986, numa das maiores crises da história recente na pecuária mundial. A doença já foi relatada na maioria dos países europeus, além de Japão, Canadá e Estados Unidos.

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