Árbitro capixaba com maior número de atuações nacionais e internacionais, especializado em gestão esportiva,e que atuou em dez finais do Campeonato Capixaba, além de partidas das séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro.

Falta tática: recurso legítimo ou inimiga do espetáculo?

No clássico entre Vasco e Fluminense, pelo Brasileirão, foram cinco gols e apenas 19 faltas marcadas

Publicado em 19/03/2026 às 11h42
Vasco x Fluminense
Vasco x FLuminense. Crédito: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

A vitória de virada do Vasco sobre Fluminense, que teve a arbitragem de Raphael Claus, trouxe uma reflexão importante sobre as regras e a dinâmica do futebol e um elogio ao narrador Luiz Roberto da TV Globo. Em um jogo de poucas faltas - foram 19 - e apenas dois cartões amarelos, tivemos cinco gols, ou seja, quando a bola rola mais tempo, é melhor para todos.

Porém, em dado momento da partida, o ótimo comentarista Roger Flores cobrou que as equipes fizessem mais faltas - a chamada falta tática - como recurso para parar uma jogada promissora do adversário. Roger foi chamado à atenção pelo narrador Luiz Roberto, o que nos traz a citada reflexão. O narrador observou: “nós estamos a todo momento cobrando mais bola em jogo e você pede para fazer mais falta, Roger”.

É preciso dizer que a falta faz parte do jogo - está na regra 12 - mas usá-la como tática de jogo vai contra tudo que queremos de um futebol bem jogado e com muitos gols, como vimos no clássico carioca. Eu concordo plenamente com o Luiz Roberto. Talvez precise de mais rigor da arbitragem e das regras a essa “falta tática” que insiste em estragar o espetáculo.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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