Os dois deputados federais do PSB do Espírito Santo, Ted Conti e Felipe Rigoni, preferiram não assinar o pedido de impeachment protocolado pela bancada do partido na Câmara Federal, na tarde desta quarta-feira (29), contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
O pedido é assinado por 16 dos 30 deputados que compõem a bancada do PSB na Câmara. Ted e Rigoni não estão entre eles.
De acordo com a assessoria de imprensa de Ted Conti, o deputado “acredita que o país deve priorizar, neste momento, o combate ao coronavírus, por isso não assinou o pedido de impeachment”.
Também por intermédio de sua assessoria, Rigoni informa que foi consultado pelo PSB e avalia que a ação é coerente com as propostas do partido. O deputado explica que não subscreverá o pedido por acreditar que este deveria ser apresentado após as investigações sobre a interferência de Bolsonaro na Polícia Federal. O parlamentar destaca que assinou pedido de criação de CPI para apurar o caso.
Vale lembrar que Rigoni já decidiu sair do PSB, após ter sofrido punições da Executiva nacional do partido por ter votado a favor da reforma da Previdência. O deputado, inclusive, já moveu ação no TSE pleiteando o reconhecimento de justa causa para poder se desfiliar sem perda do mandato parlamentar.
O pedido de impeachment protocolado por deputados do PSB lista 11 crimes de responsabilidade que teriam sido cometidos pelo presidente da República e foi dividido em três capítulos: dos crimes de responsabilidade denunciados pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro; dos crimes de responsabilidade contra a democracia e as instituições; e dos crimes de responsabilidade relacionados à pandemia da Covid-19.
Os parlamentares do PSB também argumentam que Bolsonaro “nunca portou-se à altura do cargo”.
O PSB é o partido do governador Renato Casagrande, que já exerceu cargos de destaque na direção nacional da legenda, como secretário-geral e presidente da Fundação João Mangabeira (órgão de formação política do PSB).