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Eleições 2020

Quem é o candidato do PSOL a prefeito de Vitória?

Partido de esquerda definiu seu representante na disputa pela prefeitura. Desta vez, o advogado André Moreira será candidato a vereador, assim como a assistente social Camila Valadão

Publicado em 17 de Julho de 2020 às 15:38

Públicado em 

17 jul 2020 às 15:38
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Gilberto Campos é o candidato a prefeito de Vitória pelo PSOL
Gilberto Campos é o candidato a prefeito de Vitória pelo PSOL Crédito: Facebook
PSOL definiu o seu candidato a prefeito de Vitória, na eleição de novembro. Será o historiador Gilberto Campos, de 63 anos, marido da ex-deputada estadual Brice Bragato, também filiada ao partido.
Isso significa duas coisas: o partido de esquerda terá mesmo, novamente, candidato próprio à Prefeitura de Vitória; e, desta vez, contrariando as expectativas, esse candidato próprio não será o advogado trabalhista André Moreira.
Candidato do partido a senador em 2014, a prefeito da Capital em 2016 e a governador em 2018, Moreira desta vez concorrerá a uma das 15 cadeiras na Câmara de Vitória. A decisão também já foi tomada pelo PSOL.
Gilbertinho Campos, como é mais conhecido, é morador de Jardim Camburi, servidor aposentado da Receita Estadual, especialista em Educação Tributária, além de historiador. É integrante do Instituto Elimu Professor Cleber Maciel e dirigente nacional do Círculo Palmarino, entidade do movimento negro.
A assessoria do PSOL apresenta Campos como “legítimo representante da maioria negra da nossa cidade” e como “uma pré-candidatura autêntica do povo negro, que é a maioria da população do nosso país”.
“Diferentemente das candidaturas tradicionais e dos demais candidatos que concorrem à prefeitura, Vitória tem uma pré-candidatura autêntica do povo negro, que é a maioria da população do nosso país, do nosso Estado e da nossa Capital. Gilbertinho Campos, nosso pré-candidato, é um legítimo representante da maioria negra da nossa cidade por sua trajetória de vida como ativista do Movimento Negro com décadas de luta na defesa de seu povo e com o reconhecimento desta comunidade.”

CHAPA DE VEREADORES

O PSOL também lançará chapa completa de candidatos a vereador. Fundado em 2005, o partido nunca conseguiu eleger nenhum parlamentar na Câmara de Vitória. Integrantes da agremiação se mostram mais confiantes em quebrar esse tabu nessa eleição, devido a uma mudança importantíssima na legislação eleitoral: o fim das coligações nas eleições proporcionais.
Agora, pela primeira vez, cada partido é obrigado a lança uma chapa completa na eleição de vereadores, apenas com candidatos filiados à sigla. A princípio, essa regra tende a favorecer partidos mais “ideológicos”, com enraizamento em determinados setores da sociedade, isto é, uma base eleitoral fiel. Nas eleições passadas, o PSOL recusou-se a fazer "coligações pragmáticas" até com outros partidos de esquerda (e pagou por isso nas urnas).
Em 2016, por exemplo, a assistente social Camila Valadão foi a 5ª candidata com maior votação individual para a Câmara de Vitória: 3.727 votos. Mas, como a chapa do PSOL não conseguiu atingir o quociente eleitoral, ela ficou de fora.
Camila, a propósito, será novamente candidata a vereadora, ao lado de André Moreira e outros correligionários. A veterana Brice Bragato não será candidata.
De acordo com a assessoria do PSOL, todos os candidatos e candidatas do partido a vereador estão comprometidos “com a luta em defesa da nossa classe, com o firme propósito de superar o atraso e o conservadorismo que marcam a Câmara de Vitória”.

INVESTIGAÇÃO CONTRA SARA GIROMINI

Falando em André Moreira, o advogado, ao lado da colega Elisângela Melo, é autor de uma notícia crime junto ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios contra a ativista Sara Giromini (conhecida pelo codinome Sara Winter) e os demais integrantes da organização “300 pelo Brasil”, pedindo a abertura de investigação contra eles pela prática dos crimes de racismo, formação de quadrilha e de grupo paramilitar, como publicamos aqui no dia 18 de junho.
Esse processo está andando. Entendendo haver indícios de crimes, a promotora do Núcleo de Direitos Humanos do MPDFT que recebeu a notícia crime determinou a instauração de inquérito, e o caso já foi encaminhado à Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), popularmente conhecida como Delegacia de Repressão aos “Crimes de Ódio”.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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