O partido Novo já tem chapa completa para concorrer à Prefeitura de Vitória. Liderada pelo ex-secretário estadual de Segurança Nylton Rodrigues, a chapa terá uma mulher como candidata a vice-prefeita. A escolhida é a executiva, professora e pesquisadora Patricia Maria Bortolon.
O Novo virá sozinho na eleição a prefeito de Vitória. O partido se recusa a utilizar recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral. Assim, também se recusa a firmar coligação com qualquer outra sigla que utilize recursos dessa fonte para financiar campanhas. A chapa puro-sangue do Novo em Vitória será homologada na convenção municipal do partido, marcada para a próxima terça-feira (dia 1º). A convenção será um evento virtual, às 19h.
O próprio Nylton Rodrigues, pré-candidato a prefeito, confirma a escolha da sua vice e dá as credenciais da sua futura companheira de chapa:
“A minha vice será Patrícia Bortolon. Isso já está definido e será confirmado na convenção do dia 1º de setembro. É uma professora da Ufes em cursos de mestrado e doutorado. Ela possui doutorado na área de Finanças. Vem do mundo corporativo e trabalhou em grandes empresas, em funções gerenciais e de direção. E ela hoje é pesquisadora e professora da Ufes. Patrícia é uma mulher que também nunca concorreu a cargo eletivo, assim como eu nunca concorri. E ela vem disposta a estar ao meu lado de forma técnica, para que a gente possa liderar a cidade.”
Segundo Nylton, sua candidatura a prefeito é “irreversível”. “Eu sou o pré-candidato a prefeito de Vitória pelo partido Novo. E essa pré-candidatura será confirmada na convenção do dia 1º de setembro.”
Enquanto a vice escolhida é uma novidade, o nome escolhido pelo Novo para encabeçar a chapa é conhecido desde dezembro do ano passado. No partido, os candidatos majoritários nas eleições municipais deste ano foram definidos a partir de um processo seletivo interno realizado no ano passado. Em Vitória, foram aprovados dois pré-candidatos a prefeito: Nylton e o empresário e professor Aridelmo Teixeira. Este, porém, retirou a pré-candidatura para apoiar Nylton, enquanto se dedica a fortalecer o partido no Espírito Santo (podendo concorrer novamente ao governo do Estado em 2022).
“A nossa convenção é diferente das demais. É apenas uma confirmação, porque o que vale no partido Novo é o processo seletivo, que já aconteceu. Então só falta homologar. Não tem dúvida: eu serei confirmado, porque fui aprovado no processo seletivo”, explica Nylton, coronel da reserva da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) e também ex-comandante-geral da instituição.
De maneira atípica, a convenção do Novo em Vitória será realizada logo no segundo dia do prazo estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a realização desses eventos partidários, que se estenderá até 16 de setembro. A regra, na verdade, é que os partidos deixem suas convenções para o limite do prazo, a fim de ganharem mais tempo para a composição de alianças. Como não fará coligação, o Novo não tem essa preocupação na mesa e, como explica Nylton, pretende ganhar tempo:
“Exato. Nós somos ágeis, céleres. Então queremos passar por todas as etapas o mais rápido possível, trazendo mais celeridade no processo. O partido Novo é muito organizado e tem celeridade em todos os prazos, então o que nós pudermos fazer com antecedência, nós faremos.”
QUEM É A CANDIDATA A VICE-PREFEITA?
Patricia Maria Bortolon é doutora em Administração de Empresas pela Coppead/UFRJ, com graduação em Engenharia Civil (Ufes) e pós-graduação em Finanças (Ibmec-RJ), Gestão Empresarial (Fundação Dom Cabral) e Comércio Exterior (Ufes).
Atualmente, é professora universitária de Finanças e Métodos Quantitativos em cursos de graduação, mestrado e doutorado em Ciências Contábeis na Ufes e na UFRJ. Também desenvolve pesquisas nos temas Governança Corporativa, Finanças e Mercado de Capitais, tendo diversos artigos publicados em revistas nacionais e internacionais.
Atuou por 16 anos em empresas multinacionais e nacionais de grande porte como Vale, Coca-Cola, Embratel e MRS Logística. Gerenciou atividades em planejamento estratégico e avaliações financeiras, desenvolvimento de modelos de formação de preços no setor de telecom e atuou no controle de custos de interconexão e negociações para solução de conflitos.