Era "gente como a gente" / Mas veio a pandemia / O povo caiu doente / E ele, enquanto isso, ria / Negando o que é evidente: / "Histeria", "fantasia" / Debochado e indiferente / À sua gente em agonia
Disse que era "liberal" Mas isso é pura lenda O Guedes teria aval Pra tocar essa agenda Mas o "tá ok" total Veio cheio de emendas As reformas, coisa e tal Essa pauta não engrena
Se o ministro era o Posto Bolsonaro não é frentista O governo tem seu rosto E a cabeça é estatista O mercado, com desgosto, Enfim entendeu as pistas: Tava claro, né, seu moço? É um intervencionista…
Se elegeu com um discurso De respeito à lei e à "orde" Na sua história, contudo, Esse nunca foi seu forte Desde os tempos de coturno Confusão é o seu mote Não à toa pelos fundos Do quartel saiu bem jovem
Trinta anos de Brasília Mas disse que era "outside* Empregando até a filha Do Queiroz, o seu cumpádi Os filhos, na mesma trilha, Empregaram com vontade Gente ligada à milícia Sem falar nas "homenage"
E outro enorme blefe: Combate à corrupção Botou o Moro de chefe "Carta branca", só que não Interveio na PF Lava Jato foi pro chão E os seus quatro moleques Sob investigação
Vendeu política externa "Sem ideologia". Pasmem! O que se viu foi baderna De um chanceler sem bagagem Política subalterna A Trump, de vassalagem Chamou a China pra guerra Assim como o Joe Biden
Queimam as nossas florestas Queimação da nossa imagem Viramos um pária na Terra Uma nação bem à margem E o "apoio da caserna"? Era só outra miragem Em frente ao quartel ele berra Vá gritar em outra paragem
Era "gente como a gente" Mas veio a pandemia O povo caiu doente E ele, enquanto isso, ria Negando o que é evidente: "Histeria", "fantasia" Debochado e indiferente À sua gente em agonia
Sabotou o isolamento Máscara não quis saber O povo inteiro em tormento Ele só quer dar rolê Desde o primeiro momento Escapou do seu dever Era pra ele ser o centro Dos esforços, mas cadê?
Só fala em cloroquina Vira o disco, por favor! Tripudiou da vacina No povo botou pavor Falou que era "vachina" "Jacaré" ninguém virou Sandice que não termina (Agora enfim se curvou…)
Voto impresso e nióbio Armamento, cloroquina É a política do ódio Da morte bolsonarina Esse já subiu ao pódio E olha que é grande a fila Não dos melhores, é óbvio, O Brasil não merecia...
Vitor Vogas é jornalista com atuação na imprensa capixaba há quase 20 anos. Cobriu várias eleições. De 2008 a 2021, trabalhou na Rede Gazeta, como repórter e colunista de Política. Também foi comentarista da CBN. Em 2026, após passagens por veículos da Rede Capixaba e do Grupo Sim, voltou a assinar esta coluna. Aqui, diariamente, você encontra informações de bastidores e análises em profundidade sobre o cenário político do Espírito Santo.