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No Palácio Anchieta

Casagrande e Amaro discutem eleições 2020 nesta sexta (13)

Governador deve receber deputado no Palácio Anchieta. Casagrande quer saber o que Amaro fará na eleição. Amaro quer neutralidade do governo, para ser candidato a prefeito

Publicado em 13 de Março de 2020 às 05:00

Públicado em 

13 mar 2020 às 05:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Casagrande desconfiado de Amaro e Amaro bolado com Casagrande Crédito: Amarildo
O deputado federal Amaro Neto deve conversar pessoalmente com o governador Renato Casagrande, a sós, nesta sexta-feira (13), no Palácio Anchieta. O assunto: eleições 2020. Os dois devem retomar um diálogo iniciado em dezembro de 2019, o qual pode pode resultar em um acordo envolvendo as eleições municipais deste ano.
Amaro será o cicerone do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), que passará o dia em visita oficial ao Espírito Santo. Às 11 horas, Lima será recebido por Casagrande no Palácio Anchieta, acompanhado por Amaro. Nessa oportunidade, deve se dar o tête-à-tête entre o deputado e o anfitrião do Palácio Anchieta.
Casagrande telefonou para Amaro na última segunda-feira (9), querendo marcar um encontro com o deputado já no dia seguinte, o que não se concretizou. Na segunda-feira à noite, o governador recebeu, no Palácio Anchieta, o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, correligionário de Amaro no Republicanos e integrante do primeiro círculo de aliados do deputado. Na ocasião, Casagrande sondou Erick sobre o que Amaro fará na eleição municipal - a pergunta de um milhão de dólares neste momento.
Para ser candidato a prefeito de Vitória, Amaro se articula para obter de Casagrande a garantia de neutralidade tanto do governador como do governo do Estado na disputa na Capital - apesar da candidatura do deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania), ungido pelo prefeito Luciano Rezende (também do Cidadania), aliado de longa data do governador, e não obstante o próprio PSB, partido de Casagrande, acenar com candidatura própria a prefeito.
Além dessa neutralidade, Amaro trabalha para que seu grupo político, hoje concentrado no Republicanos, tenha participação no governo (cargos). Também quer que sua eventual coligação, se ele for mesmo candidato a prefeito, possa contar com partidos que fazem parte da base do governo Casagrande. O governador poderia operar nos bastidores para ajudá-lo a atrair alguns desses partidos. Foi esse o sentido das conversações abertas entre os dois entre dezembro e janeiro.
De janeiro para cá, entretanto, Amaro e Casagrande não voltaram a se encontrar, e essas tratativas esfriaram - para frustração do deputado.

REVIRAVOLTA NO PSL EM PAUTA

Na verdade, as coisas têm tomado um rumo aparentemente oposto ao desejado por Amaro. O deputado está chateado com a operação de bastidores realizada pelo deputado estadual Alexandre Quintino, que fez gestões junto ao presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, em Brasília, com o intuito de assumir o controle do partido no Espírito Santo.
Até fevereiro, o PSL era presidido no Estado pelo ex-deputado federal Carlos Manato, um antigo aliado de Amaro Neto (estiveram juntos no Solidariedade, na eleição de 2016). Até então, estava bem encaminhada uma aliança entre o Republicanos e o PSL no Estado - onde quer que Amaro disputasse, ele poderia contar com o PSL.
Em fevereiro, porém, Manato foi substituído na presidência estadual do PSL pelo empresário Amarildo Lovato. Até o momento, a aliança com o Republicanos segue factível. Mas, se Amarildo perder a ascendência no PSL estadual para Alexandre Quintino, a situação pode mudar radicalmente. Muito próximo a Casagrande e a Fabrício Gandini, Quintino poderia trabalhar para tirar o PSL da coligação de Amaro, enfraquecendo a eventual candidatura do deputado a prefeito de Vitória.
Além disso, com a queda de Manato no PSL-ES e a assunção do novo comando estadual, tornou-se muito menos provável que o partido mantenha a candidatura de Capitão Assumção a prefeito de Vitória, já que o deputado estadual está trabalhando na fundação do Aliança pelo Brasil, futuro partido do presidente Jair Bolsonaro. Participando da disputa em Vitória, Assumção poderia ajudar Amaro, com apoio e transferência de votos no segundo turno.
Conforme a coluna apurou, o entendimento do grupo de Amaro é que Quintino não tem agido sozinho para aumentar sua própria influência dentro do PSL estadual, mas que esse movimento seria chancelado pelo próprio Casagrande e teria a participação, ainda que indireta, do governador.
Esse assunto deve ser mencionado por Amaro na conversa com Casagrande nesta sexta-feira.

O VÍNCULO DE AMARO COM O GOVERNADOR DO AMAZONAS

Pretexto para o encontro entre Amaro e Casagrande, a visita do governador do Amazonas ao Espírito Santo tem um roteiro extenso nesta sexta-feira. Ele deve ter encontro com empresários da Findes, além de visitar os galpões da empresa Terca, na Zona Franca de Cariacica. Também quer conhecer o projeto Cerco Inteligente.
Amaro é o mediador da visita. Mas o que o deputado capixaba tem a ver com o governador do Estado do Norte do país? É que, assim como Amaro, Wilson Lima era apresentador de um programa policial na TV, o equivalente ao apresentado por Amaro no Espírito Santo, na afiliada amazonense da mesma emissora onde atua o deputado capixaba.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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