Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Política

Perder no Supremo é ganhar na campanha eleitoral

A impressão é que a estratégia não se preocupa tanto em tornar Bolsonaro um vencedor, mas em sustentar narrativas

Publicado em 09 de Junho de 2022 às 02:00

Públicado em 

09 jun 2022 às 02:00
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira Vinicius Figueira
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília Crédito: Marcos Oliveira/ Agência Senado
Inicio o artigo de hoje com uma afirmação, não como uma pergunta ou um título estreito, como de costume. É que a frase que intitula o artigo de hoje segue firme na didática do presidente Jair Bolsonaro, pré-candidato ao Palácio do Planalto em nome de uma causa de reeleição. Para nós, da publicidade, sempre nos perguntamos em tempos como este, de campanha eleitoral, quais são as estratégias do jogo e da promoção política.
Cada candidato segue um naipe, um rumo, cujo objetivo é único: conversar com suas bases eleitorais. Com Bolsonaro, isso não é diferente: atacar o Supremo e perder no Supremo sempre será ganhar na campanha eleitoral. Ser “humilhado”, ser fracassado, ser pauta do Supremo, sempre será ocasião para o candidato ser vítima. É nesse lugar que ele se coloca e sempre estará.
Bom, então, a partir daqui, começamos a compreender o viés que sustenta a política de Jair. Cada ataque que ele faz ao STF pode ser estratégico. Cada palavra pode ser estratégica. Cada lugar onde ele fala pode ser estratégico. Quase sempre quando o presidente bate o pé na tábua, ele ascende a sua base e provoca um efeito rebote: ele ataca para ser atacado, e quem é atacado é vítima.
Mas por que Bolsonaro se coloca nesse lugar? Talvez só Freud poderia nos responder. Mas o que se nota é que nesse lugar Bolsonaro ganha manutenção, ganha sentido e faz sentido para sua base, que representa aqueles e aquelas que com ele se identificam. Pelo que parece, atacar e ser atacado será a munição do presidente para as eleições. E o que isso representa?
Essa semana, no púlpito, logo após o Supremo derrubar a liminar de Nunes Marques, que cassava um deputado por fake news, Bolsonaro voltou a subir o tom e dizer que: "A decisão do Supremo não se discute, se cumpre. Eu fui desse tempo, não sou mais”. Os ataques parecem termômetros. A cada palavra proferida, sobe a temperatura da sua base eleitoreira e sobe a temperatura institucional.
A impressão é que Bolsonaro não sabe jogar em outro lugar no jogo político. A estratégia adotada (nem vou dizer escolhida) é indigesta e totalmente equivocada. Ela não tem a ver com o marketing sensato e eficaz. A impressão é que ela não se preocupa tanto em tornar Bolsonaro um vencedor, mas se preocupa em sustentar narrativas (apenas por uma questão de imagem) de quem possivelmente pode fracassar nas eleições. O maior medo de Bolsonaro é perder as eleições!

Vinicius Figueira

Vinicius Figueira Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Davi Holtz
Capixaba autista conquista bronze em competição nacional de taekwondo
Moradores denunciam falta de manutenção em cemitérios de Cachoeiro
Mato alto, lixo e túmulos danificados: cemitérios de Cachoeiro sofrem com abandono
Adolescente de 15 anos ameaça motorista de app e invade casas no Morro do Moreno
Adolescente invade casas e restaurante no Morro do Moreno, em Vila Velha

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.