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Embate político

Lula atribui assassinato de Marielle à 'gente' de Bolsonaro e causa reação

O ex-presidente disse acreditar que a população não tem abertura para se aproximar e dialogar com Bolsonaro porque, segundo o petista, o chefe do Executivo tem um "lado obscuro"

Publicado em 02 de Junho de 2022 às 13:53

Publicado em 

02 jun 2022 às 13:53
O pré-candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da SilvaLuiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu o assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em 2018, à "gente" do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em evento em Porto Alegre nesta quarta-feira, 1º, o petista insinuou que o chefe do Executivo tem proximidade de milicianos e afirmou que "gente dele não tem pudor em ter matado a Marielle".
O ex-presidente disse acreditar que a população não tem abertura para se aproximar e dialogar com Bolsonaro porque, segundo o petista, o chefe do Executivo tem um "lado obscuro". "A gente não sabe a qualidade de todos os milicianos dele", afirmou.
A fala de Lula gerou reação entre aliados do governo. Na noite de quarta-feira, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) cobrou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a tomar uma atitude contra o que ela classificou como desinformação.
"Ex-presidiário afirma: 'Gente do presidente' matou a Marielle. Esse tipo de fake news que pode afetar as eleições será coibido? O pré-candidato Lula será preso ou futuramente será cassado, na remotíssima hipótese de eleito?", publicou a deputada nas redes sociais.
O ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro
O ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro Crédito: Rovena Rosa e Antonio Cruz/Agência Brasil
Na última terça-feira, 31, o vice-presidente da Corte eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que os candidatos que veicularem notícias falsas que possam influenciar a tomada de decisão dos eleitores poderão ter suas candidaturas anuladas. O ministro, porém, se referia especificamente a conteúdo publicado nas redes sociais.
A vereadora do PSOL do Rio de Janeiro foi morta junto com seu motorista, Anderson Gomes, em março de 2018. O policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio de Queiroz estão presos há três anos, acusados de serem os executores do crime, mas as investigações ainda não identificaram o mandante ou os mandantes
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