Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Sociedade

Em 2022, poderemos nos aproximar novamente

Depois de dois anos de vários distanciamentos,  2022 pode ser um recomeço, com reaproximações de tudo aquilo que possibilite a melhoria da nossa vida em sociedade

Públicado em 

30 dez 2021 às 02:00
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira

Amanhã (31) vamos encerrar mais um ciclo temporal. Lá se vai 2021. Foi um ano de projeções, de esperança, de dramas, de tensões. Mas se vai! Agora vamos iniciar um outro. Acho incrível este negócio de todo ano termos um “ano-novo”. Quando a gente para pra pensar, logo vê que tudo gira em torno de um segundo: pulamos onda, vemos fogos, brindamos. Esse ritual tem nome de recomeço.
No sábado, vamos poder recomeçar mais uma vez. Na virada, as taças irão soar assim que forem brindadas, ainda não temos segurança para estar muito juntos, mas quem sabe, em família, os abraços serão dados. Entre os braços e os brindes há um movimento em comum: para abraçar e para brindar, precisamos nos aproximar (do outro). Então, em 2022, de que precisamos nos aproximar mais?
Será um ano em que (se Deus quiser e nossos governos e nossa gente agirem para tal) teremos a oportunidade de nos aproximar da liberdade das máscaras. Mas que nunca nos esqueçamos de cuidar do outro. Que nunca nos esqueçamos das nossas responsabilidades e compromissos com a vida. Que o negacionismo não pertença às nossas atitudes e que possamos, cada vez mais, nos aproximar da verdade da ciência.
Será um ano em que teremos a oportunidade de nos aproximar da política. Para nos aproximar será preciso nos envolver, desejar “um ano novo sem políticos mentirosos, autoridades arrogantes, funcionários corruptos, bajuladores de toda espécie. Livre de arroubos infantis, seja a política a multiplicação dos pães sem milagres, dever de uns e direito de todos”. (Frei Betto)
Será um ano em que teremos a oportunidade de nos aproximar do futebol. Um ano em que veremos o mundo todo em um mesmo campo. As diferenças irão driblar a mesma bola. Mas que não seja o ano da competição  e sim da solidariedade; não da agressão, mas do respeito; não do ódio, mas da sensibilidade e da tolerância.
Será um ano em que teremos a oportunidade de nos aproximar das ideias diferentes, mas que não sejamos propensos à idolatria das ideologias. Que saibamos divergir e convergir, que saibamos que a minha convicção não é verdade absoluta e que os “absolutos” sejam erradicados e deem lugar à igualdade, à fraternidade e à liberdade.
Ano novo é sempre tempo de recomeçar. E todo recomeço se inicia com as nossas decisões de que vamos nos aproximar. Aquilo do qual nos aproximamos e nos envolvemos é o que fará nosso ano ser novo, ou seja, ser diferente. Ano novo é muito mais do que aproximar taças e abraços, mas aquilo que vamos abraçar como ideal de vida. Desejo a todos os leitores, que concordam e que discordam, um ano novo tão novo que traga a experiência de que tudo renasce. E que este ano não fique velho e “não se vá”, mas que sua essência permaneça como lembrança, memória e como história.

Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Polícia procura suspeito de matar homem em quarto de motel em Linhares
Imagem de destaque
Bife suculento: 5 receitas práticas para um almoço delicioso
Imagem de destaque
Homem é morto a tiros próximo a quadra após ameaças em Alegre

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados