Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Política

Eleições 2022: por que a terceira via não decola?

Chegamos a 2022 com um vazio de liderança. A política da escuta, da sensibilidade e da abertura fracassou de novo. Líder não é alguém que surge, mas alguém que se constrói

Publicado em 24 de Março de 2022 às 02:00

Públicado em 

24 mar 2022 às 02:00
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira Vinicius Figueira
Palácio do Planalto, sede do Executivo federal em Brasília
Palácio do Planalto, sede do Executivo federal em Brasília Crédito: Eduardo Coutinho
Estamos acompanhando a cada dia ou semana uma nova pesquisa eleitoral que revela o cenário espontâneo e estimulado da corrida presidencial. Para uns, pesquisa eleitoral significa termômetro e só isso. Para outros, uma ressonância; para outros, um guia. Até outubro, veremos muitas e muitas pesquisas eleitorais. Elas são ferramentas para rejeitados e indecisos.
É evidente que estamos em um cenário polarizado. A impressão que temos é que um cabo de guerra está posto: há um grupo puxando para um lado e outro grupo puxando para o outro e, no meio, temos candidatos ensaiando e tentando se identificar com a chamada terceira via.
Faço questão de chamar a atenção para a palavra “identificação”. Tanto no processo comunicacional, quanto no processo eleitoral (ambos são congruentes nesse caso), o que precisa haver é uma identificação, que pode ser ideológica, linguística, de personalidade ou de demanda. Todos que ensaiam e ensaiaram (pelo menos a partir da pesquisa) fracassaram. De fato, quem sem apresenta não é objeto de identificação com esse público, que é grande, expressivo e ousado.
A todo momento, quando se fala em terceira via, se fala a partir de um candidato, mas e a partir das pessoas? Quem é esse grupo? O que ele deseja? O que ele pensa? O que ele sugere como condicionante para escolha? A única coisa que se sabe é que ele não é simpatizante dessa onda de Lula e Bolsonaro. Sabemos o que ele não digere, mas será que sabemos o que ele espera? Estamos chegando ao final de um outro processo eleitoral com a terceira via fracassada por um fracasso no processo político do Estado brasileiro.
Anteriormente, usei outra palavra para qual chamo a atenção: condicionantes. Será que os candidatos do tabuleiro dão conta delas? Por fantasia, poderíamos pensar: eles podem exigir uma “nova política” que arrebenta privilégios, quebra paradigmas e propõe com ousadia menos vantagens e menos “sacanagens”. E só de pensar nisso, muitos não dão conta e elas não saem do ensaio.
Chegamos a 2022 com um vazio de liderança. A política da escuta, da sensibilidade, da abertura, fracassou de novo. Líder não é alguém que surge, mas alguém que se constrói. Quem estamos construindo para nos representar? Toda boa liderança política é feita dos desejos, dos anseios, das necessidades de uma cultura e sociedade, não é à toa que ele vai existir para representar. Representar os problemas, os desafios, os sonhos. E para representar (ou antes de representar) tanto o líder quanto o povo precisa se identificar. E identidade é justamente o que perdemos na e da política.
Ao Brasil restam três coisas: o cabo de guerra, o vazio de lideranças e a esperança de que estamos no fundo do poço. Mas, perto do fim, muitas coisas começam!

Vinicius Figueira

Vinicius Figueira Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Máscaras de Ricardo Ferraço e Renato Casagrande
Aliados de Ricardo e Casagrande querem o PSD, só não sabem o que fazer com Hartung
Convenção do PSB confirma candidatura de Casagrande ao Senado
PSB oficializa em convenção candidatura de Casagrande ao Senado
Imagem de destaque
'Tivemos que fazer rifa para pagar o tratamento da minha filha': como sistema de saúde do Paraguai leva pacientes a se endividarem

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados