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Crime em Vitória

Irmãos julgados no ES por morte de técnico em trama de ciúmes e traição

Vítima foi espancada antes de ser executada; crime teve a participação de sua ex-companheira e ex-cunhado

Públicado em 

05 mar 2025 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Local de crime
Crédito: Polícia Civil - 2022
Há quase três anos, um técnico em telecomunicações foi espancado, morto e jogado em uma lagoa. No dia seguinte o corpo foi removido para outros dois pontos, até ser localizado em área atrás de um supermercado, em Santa Luzia, Vitória. O assassinato foi  motivado por uma trama de ciúmes e supostas traições que envolveu dois irmãos.
Pelo crime seis pessoas já foram pronunciadas — decisão que os encaminha para o Tribunal do Júri, em Vitória. Na próxima terça-feira (11), a partir das 9 horas, três deles sentam no banco dos réus pela prática do homicídio. São eles:
  • Jadiane Nascimento de Souza - conhecida como "Jade", foi apontada como a pessoa que ajudou a planejar o crime. Era ex-companheira da vítima e armou o plano para atraí-lo ao local onde onde tudo se iniciou
  • Jadiel Martins de Souza Filho - conhecido como "Neném", é irmão de Jadiane, e apontado como o principal executor do crime
  • Jhonorton Dias Souto - o Jhon, apontado como um dos executores 
A vítima era José Marcos Delfino Chaves, de 46 anos, ex-companheiro de Jadiane. O relato é de que ela contou para o irmão (Jadiel) que o seu ex estaria tendo um relacionamento sexual com uma menor. A jovem era namorada de Jadiel.
Os irmãos convenceram a menor a marcar um encontro com a vítima, com a desculpa de que tinha terminado o namoro com Jadiel. No local do encontro, um bar em Resistência, Jadiane estava escondida, e avisou ao irmão quando o casal se encontrou.
A denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) relata que Jadiel encontrou a vítima nos arredores do bar e ali começou o espancamento. O técnico José Marcos foi levado até o alto do morro. Jadiane e a menor foram para casa, mas outros dois comparsas se reuniram ao grupo, Jhonortton e um menor, e conseguiram subjugar a vítima, com pedaços de madeira e um machado.
Após as agressões e execução, os três jogaram o corpo da vítima em um paredão de pedra. Mas os traficantes da região mandaram que o retirassem de lá. Eles lançaram a vítima em uma lagoa, e posteriormente o corpo apareceu.
Um tempo depois tiveram que retornar ao local, tiraram a vítima da água, a colocaram em um carro e levaram para uma área atrás de um supermercado, desta vez no bairro Santa Luiza.

Após o crime, o furto

Segundo o relato do MPES, Jadiel, a mando da irmã, ficou com os pertences da vítima, um celular e cartões de crédito. Posteriormente, os irmãos e a menor que namorava com Jadiel, fizeram várias transferências bancárias, via aplicativo, para suas contas pessoais, e compras com os cartões de crédito, por aproximação.
“Verifica-se que os denunciados Jadiel e Jadiane praticaram o crime de homicídio mediante motivo torpe, na medida em que o crime se deu por ciúmes, eis que Jadiel acreditava que a vítima estava interessada em sua companheira (menor), e Jadiane, ex-companheira da vítima, também não se conformou com seu possível interesse na menor”, é relatado na denúncia.
E acrescenta que Jhonortton praticou o crime mediante motivo torpe. “Eis que agiu em defesa de seu comparsa Jadiel, fazendo valer a “lei do tráfico”, que pune aqueles que mexem com mulheres comprometidas com traficantes”, é informado ainda no texto.
A forma de execução, segundo o MPES, causou “sofrimento excessivo à vítima”. É destacado ainda que menores foram corrompidos para participarem da trama.

Outro julgamento

Outras três pessoas envolvidas no crime e na ocultação do corpo vão ser julgadas posteriormente, por terem apresentado recursos. São eles:
  • Breno Nascimento Ribeiro, o Breninho
  • Diego Ananias, o tubarão
  • Jhonatan Santos da Cruz, o Jhoninho
Em nota o MPES, por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Vitória, “informa que vai atuar veementemente pela condenação dos réus, denunciados pelos crimes de homicídio, furto, ocultação de cadáver e corrupção de menores”.
Acrescenta que reforça seu compromisso em combater intensamente esse tipo de conduta. “Um crime cometido por motivo egoístico, utilizando-se de uma adolescente como isca, com violência extrema e meio cruel, que de modo algum pode ter espaço na sociedade em que vivemos”.
Os advogados de defesa dos réus não foram localizados, mas o espaço segue aberto para suas manifestações.

Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

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