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Ex-jogador é denunciado à Justiça pela morte de colega de outro time no ES

Um desentendimento  teria motivado o assassinato com disparos de arma de fogo; uma segunda pessoa também foi denunciada pelo crime

Vitória
Publicado em 30/03/2026 às 03h30
 Ex-jogador da Desportiva  - Ramon Bastos Augusto, 30 anos
Ramon Bastos Augusto, 30 anos. Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

Um ex-jogador de futebol foi denunciado à Justiça do Espírito Santo pelo assassinato de um colega de outro time. Houve a participação de uma outra pessoa e os dois se tornaram réus em ação penal.

O crime aconteceu na madrugada de 30 de dezembro do ano passado. O ex-jogador de futebol da Desportiva foi executado em Cariacica, na Grande Vitória. Ramon Bastos Augusto, 30 anos, foi abordado quando estava chegando no portão de casa, no bairro São Geraldo II, e morto por disparos de arma de fogo.

A 4ª Vara Criminal da cidade, responsável pelo Tribunal do Júri, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo, que apontou duas pessoas como autores da execução.

Um deles é Rychard Ribeiro Peyneau, ex-jogador do Vilavelhense Futebol Clube. Ele foi acusado pela prática de crime de homicídio qualificado por motivo fútil, em emboscada, com recurso que dificultou a defesa da vítima. E ainda pela posse ilegal de arma de fogo.

O outro é Breno Salles Bandeira, o “Brenão”, também denunciado pelo mesmo crime, exceto pela posse da arma de fogo ilegal.

Briga por pipa

Na decisão é relatado que um dia antes do assassinato, Richard teria discutido e tido uma briga, com luta corporal, com a vítima, Ramon. O motivo foi um desentendimento enquanto soltavam pipa em um campo do bairro São Geraldo II. “Ao que consta, o acusado Richard teria se irritado com a briga, decidindo, então, ceifar a vida da vítima”, é dito.

No dia do crime, os acusados foram em uma moto guiada por Breno, com Richard na garupa, para rastrear a vítima pelo bairro.

E segundo as investigações policiais, encontraram Ramon em frente a sua casa. Momento em que Richard teria desembarcado e efetuado diversos disparos de arma de fogo contra ele.

“O crime teria sido praticado por motivo fútil, desproporcional, uma vez que teria origem em um desentendimento banal envolvendo linha de pipa durante evento recreativo”, é dito na decisão.

Richard teria confessado o crime e a propriedade da arma de fogo, tendo indicado aos policiais onde ela estaria escondida. Ele também é investigado por crime de tráfico, e Breno já responde a outra ação penal por crime semelhante.

Além de receber a denúncia contra eles, o Juízo também decretou a prisão preventiva dos dois réus.

A defesa de Richard e Breno não foi localizada, mas o espaço segue aberto a manifestações.

Histórico

Em entrevista ao GE Espírito Santo, Ramon relatou sua história de superação, como publicou o site G1 ES.

"Fui traficante dos 15 aos 16 anos, vendia drogas e andava armando. Já corri da polícia e também já corri de tiro, porque vinha gente de outros bairros para tentar matar a gente. Chegava em casa assustado e não dava pra dormir direito. Saí dessa vida porque minha mãe me levou para igreja", disse em abril de 2015, quando jogava pela Desportiva.

Quando largou o tráfico, em 2011, Ramon defendeu o Vitória, na Copa Espírito Santo. Depois teve curta passagem no futebol do Rio Grande do Sul e, em 2012, foi para a Tiva, onde já era apontado como promessa, por ser artilheiro em várias competições das categorias de base. Em 2014, foi o maior goleador do Capixabão sub-20, com 16 gols, segundo informações do G1ES.

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