Em uma nova comunicação à Justiça do Espírito Santo, o advogado da Apex Partners informou que o presidente afastado do grupo empresarial, Fernando Antônio Kulnig Cinelli, usou recursos das empresas para pagar tributos pessoais.
À petição encaminhada à Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória, foram anexados três comprovantes de tributos pagos à gestão da Capital, entre os anos de 2023 a 2026.
Na manhã desta terça-feira (18), o juiz Marcos Pereira Sanches, havia determinado a quebra do sigilo bancário e a indisponibilidade de bens do presidente afastado do grupo, citando movimentação sem lastro jurídico no valor de R$ 5 milhões.
Mas a Apex, por intermédio de seu advogado José Carlos Stein Júnior, solicitou ainda que o bloqueio de bens seja ampliado em R$ 23,2 milhões, com o argumento de que foram identificadas outras movimentações financeiras apontadas como irregulares, e que teriam sido praticadas pelo ex-presidente.
“A Companhia não localizou qualquer contrato, ata, nota fiscal ou outro elemento apto a conferir lastro aos lançamentos. Tais movimentações irregulares, extraídas dos registros internos da Companhia”, é dito na petição.
Em quatro dias a empresa informou um crescimento da movimentação financeira, apontada como irregular, de R$ 5,9 milhões para R$ 29 milhões.
Por nota, o empresário Fernando Antonio Kulnig Cinelli, informa ser fundador da Apex Partners, e que “está dedicado e comprometido a contribuir da melhor forma para a preservação da companhia, seus investidores e acionistas”.
Finaliza acrescentando que “com o gesto, ele demonstra sua disposição em esclarecer todas as questões levantadas com total transparência e idoneidade”.