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Eleições 2022

O que os institutos de pesquisa não conseguem alcançar?

As pesquisas não são capazes de captar sentimentos cristalizados e disfarçados, movimentos sombrios e má-fé

Públicado em 

10 out 2022 às 00:05
Verônica Bezerra

Colunista

Verônica Bezerra

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Crédito: Freepik
A coleta de dados ou pesquisas sobre o que as pessoas querem e pensam são de extrema importância para identificar problemas sociais, investigar causas e propor soluções. Pesquisas são realizadas durante todo o tempo da vida de uma sociedade, elas não acontecem somente em períodos eleitorais. Periodicamente, elas são realizadas para indicar quais os caminhos que um governo ou instituição devem seguir.
Os resultados do primeiro turno das eleições de 2022, principalmente, para cargos o executivo federal e estadual, foram utilizados para colocar em “xeque” os institutos sérios de pesquisas que atuam no Brasil.
Os onze principais institutos de pesquisa que atualmente existem em nosso país têm, cada um, uma história própria, metodologia de análise com base cientifica, método de coleta diferenciado e financiadores certos. Eles têm credibilidade por se tratar de estabelecimentos dotados de ciência para coletar dados para diversos levantamentos.
Especializados em realização de pesquisas básicas ou investigações aplicadas, os institutos de pesquisa de ciências sociais, que realizam as pesquisas políticas que são muito divulgadas em períodos eleitorais, atuam dentro de um quadro democrático e considerando a boa-fé do entrevistado.
Importante destacar que as pesquisas são realizadas à luz do dia, pois pretendem fazer uma fotografia de uma realidade, contribuindo para uma sociedade melhor. Jamais atuam de forma subterrânea e nem em espaços sombrios sustentados por aqueles que não possuem argumentos críveis e robustez conceitual, pelo contrário, são mestres em utilizar-se de subterfúgios que acessam os sentimentos mais nobres das pessoas, e com isso manipulam compreensões e distorcem intenções, inaugurando um contemporâneo “curral eleitoral”.
Os que atacam os institutos, traçam uma diretiva perigosa para a democracia, ao utilizar de inverdades e jogar com a vida do povo, que não carece de mais sofrimentos.
Ao manipular o povo para ludibriar as pesquisas, afastam o debate político da razoabilidade e da democracia, ao mesmo tempo que promovem acirramentos desnecessários, transformando a vida das pessoas em um inferno.
Esse tipo de pessoas, que não suportam os valores constitucionais basais, e pregam a eliminação do outro e o terror cotidiano, desconhecem a paz do viver e ganham quando o caos vira a regra.
As pesquisas, que são instrumentos potentes que norteiam a tomada de decisões e traçam diretivas, contam com as informações objetivas fornecidas, mesmo que permeadas vivências. As pesquisas não são capazes de captar sentimentos cristalizados e disfarçados, movimentos sombrios e má-fé. Isso é um risco, e assim todo mundo perde.

Verônica Bezerra

Advogada, coordenadora de Projetos CADH, mestre em Direitos e Garantias Fundamentais (FDV) e especialista em Direitos Humanos e Segurança Pública

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