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Política

O fim do casamento arranjado entre os "conjes" Moro e Bolsonaro

‘Conje' Moro sempre atuou segundo a ordem cínica do fascismo misógino da qual ‘conje’ Bolsonaro também é um grande integrante

Publicado em 25 de Abril de 2020 às 15:58

Públicado em 

25 abr 2020 às 15:58
Renata Bravo

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Renata Bravo Renata Bravo
Jair Bolsonaro e Sergio Moro
Jair Bolsonaro e Sergio Moro: casamento acabou  Crédito: Carolina Antunes/PR
Chegou ao fim o casamento arranjado entre os ‘conjes’ Sergio Moro e Jair Bolsonaro nesta sexta-feira, 24 de abril de 2020, por sentença muito bem fundamentada (acredite se quiser!) do ex-juiz. A relação, iniciada muito antes da assinatura do contrato em janeiro de 2019, sempre foi de nítido interesse; só não via quem não queria.
O ‘conje’ Moro preparou todo o terreno para conquistar o ‘conje’ Bolsonaro: integrou – e quiçá orquestrou - o golpe misógino contra a ex-presidenta Dilma, vazou áudios dela para a imprensa mesmo não estando mais no período autorizado da interceptação telefônica, tirou o ex-presidente Lula na disputa eleitoral em atuação relâmpago (o Judiciário todo deveria se espelhar na celeridade e dedicação com que o, à época, juiz trabalhou nos processos de Lula) e construiu sua imagem de herói nacional. Quer mais dotes impressionantes que esses? Pronto! Bolsonaro não tinha mais saída. O casamento era inevitável.
Ah, Renata, mas por que você está usando ‘conje’ no texto e não a palavra correta cônjuge? Moro, durante audiência pública da CCJ do Senado para tratar sobre o pacote “anticrime”, ao tratar sobre a relação das medidas propostas no pacote e a violência doméstica e familiar contra a mulher, usou esse termo. Todo mundo erra, eu sei. O erro da fala é o de menos. O problema é o que o erro representa: descaso. O mesmo descaso que o ‘conje’ Bolsonaro tem quanto às estatísticas dos feminicídios praticados dentro da residência das vítimas e com arma de fogo, que só tendem a agravar com a flexibilidade da posse de arma de fogo defendida pelo Presidente.
‘Conje Moro’ sempre atuou segundo a ordem cínica do fascismo misógino da qual ‘conje’ Bolsonaro também é um grande integrante. É como disse a outra componente dessa relação, Rosângela Moro, “eu vejo o Sergio Moro no governo do presidente Jair Bolsonaro, eu vejo uma coisa só”. Mesmo com a sentença de dissolução dessa união, pode ser que o flerte continue. Ou não. Vamos acompanhar quem vai ser a próxima vítima que ‘conje’ Moro vai arranjar para outra união oportunista em busca do casamento do século de 2022.

Renata Bravo

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