Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Análise

"Dexter: New Blood" tem (re)início interessante no Paramount+

Minissérie que vai encerrar a história do serial killer "Dexter", "Dexter. New Blood" chega ao Paramount+ com início promissor e uma nova história

Publicado em 09 de Novembro de 2021 às 01:06

Públicado em 

09 nov 2021 às 01:06
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz Rafael Braz
Minissérie
Michael C. Hall como Dexter em "Dexter: New Blood" Crédito: Showtime/Divulgação
Lançada em 2006, “Dexter” foi uma das primeiras séries da TV fechada americana a cair no gosto do público brasileiro que à época, com uma abrangência maior da banda larga, também começava a desvendar os downloads ilegais. A história do serial killer Dexter Morgan (Michael C. Hall) também foi a primeira frustração de muitos com os rumos de uma série que começou a se enrolar depois da excelente quarta temporada.
Ao final da oitava e última leva de episódios, a insatisfação foi geral com a morte de Debra (Jennifer Carpenter) e a fuga de Hannah (Yvonne Strahovski) ao lado de Harrison para a Argentina. Ao fim, o serial killer era mostrado barbudo, trabalhando como lenhador no meio do nada, encarando a câmera antes do ponto final.
A boa notícia é que a minissérie “Dexter: New Blood”, lançada nesta segunda no serviço Paramount+, tem a oportunidade de reescrever o final da história de Dexter e também de tirar o gosto amargo da boca dos fãs da série. A outra boa notícia é que os dez episódios que serão lançados pela plataforma toda segunda-feira trazem de volta o showrunner Clyde Phillips, justamente o sujeito que comandou “Dexter” nas quatro primeiras temporadas.
Em seu episódio de estreia, “Dexter: New Blood” é interessante. Reencontramos o serial killer dez anos depois dos acontecimentos da última temporada, vivendo como Jim Lindsay em na pacata e fria Iron Lake. Jim é um sujeito querido por todos na comunidade, trabalha em uma loja de equipamentos de caça, tem bom relacionamento na igreja, se dá bem com os jovens e ainda namora a policial Angela Bishop (Julia Jones). Quem desconfiaria desse sujeito? Além disso, Dexter não mata há bastante tempo - seu “dark passenger” foi substituído pelo fantasma de Debra, com quem ele conversa nos momentos de solidão.
Minissérie
Julia Jones e Michael C. Hall em "Dexter: New Blood" Crédito: Showtime/Divulgação
A minissérie, que pode ser perfeitamente considerada uma nona temporada, oferece o conforto do estilo narrativo da trama e do personagem. Estão lá a narração em off, alguns cortes rápidos em determinados momentos, a maneira como o sangue é filmado e a mixagem de som que reforça o volume dos golpes de objetos cortantes. Apesar disso, ao menos a princípio, o texto se mostra ciente da necessidade de apresentar novidades; de que adiantaria, afinal, apenas repetir o que já foi feito em oito temporadas, umas três além do necessário?
Com Dexter vivendo bem e isolado, é claro que o texto tem que apresentar algumas novidades para criar um conflito - recomendo, inclusive, não assistir ao trailer de “New Blood”, que já entrega bastante coisa. O que é possível dizer é que o filho de um milionário mimado entra no caminho de Dexter e o faz questionar se não é hora novamente de dar ouvidos a seu “passageiro”.
Minissérie
Michael C. Hall e Jennifer Carpenter em "Dexter: New Blood" Crédito: Showtime/Divulgação
Já conhecemos a dinâmica do protagonista e isso não representa surpresa alguma, o que não chega a ser um problema, muito pelo contrário, serve para matar a saudade. “Dexter: New Blood” até pode correr o risco de se repetir, desde que o faça emulando as primeiras temporadas da série.
Com dez episódios para por um (novo) fim na história do serial killer, o roteiro tem que ser preciso para apresentar novos personagens e cenários, mas também para responder à pergunta-chefe da narrativa: dez anos após os trágicos acontecimentos da oitava temporada e com novidades em sua vida, poderá Dexter encontrar algum tipo de redenção?

Rafael Braz

Rafael Braz Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Tiktoker Duda Alves morre aos 22 anos
Tiktoker Duda Alves morre aos 22 anos
Motociclista morre em Guarapari
Motociclista de 24 anos morre em acidente em Guarapari
Imagem de destaque
Mendonça explica ao STF ordem para identificar pessoas em relatório da PF que cita Alexandre de Moraes

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados