“Visibilidade Trans”: mercado de trabalho ainda precisa avançar muito
O “Dia da Visibilidade Trans” foi celebrado na semana passada, mas, infelizmente, não temos muito o que comemorar. O dia 29 de janeiro foi escolhido, há 20 anos, como uma data para dar visibilidade a travestis, transexuais e transgêneros depois que um grupo de ativistas se uniu em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, para lançar a primeira campanha contra a transfobia do Brasil, a “Travesti e Respeito”.
De lá pra cá, evoluímos, mas muito ainda precisa ser feito em todas as áreas. No mercado publicitário, inclusive. O presidente do Sindicato das Agências de Publicidade do Estado (Sinapro), Alexandre Pedroni, disse que, nesse quesito, "não estamos sequer engatinhando".
De acordo ele, pesquisas do estudo Diversidade, Representatividade e Percepção – Censo Multissetorial da Gestão Kairós 2022, a participação de profissionais trans nas empresas não chega a 1%.
"É um dado preocupante. No entanto, recordando uma fala de Déborah Sabará (travesti e ativista da Associação Gold) durante uma palestra na Chuva, uma pequena evolução tem acontecido, espaços estão sendo conquistados. Mas afirmo novamente: precisamos trabalhar enfaticamente com a inclusão nas agências e em todo o mercado publicitário", declarou.
Dados da pesquisa AlmapBBDO e do Instituto On The Go também mostram que 80% das pessoas transexuais enfrentam discriminação nas seleções de emprego, e no Marketing de Influência não é diferente. Os influenciadores trans no Brasil quase não são contratados por marcas para uma ação publicitária. E muitas das ações ficam restritas ao mês do Orgulho LGBTQIA+.