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Pesquisa

Famílias capixabas iniciam o ano com disposição para comprar

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) está 16,2% maior do que em 2023, segundo levantamento do Connect Fecomércio-ES

Publicado em 06 de Fevereiro de 2024 às 11:37

Públicado em 

06 fev 2024 às 11:37
Pelo mercado

Colunista

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Consumo em shopping Vitória
O crescimento pode indicar uma possível recuperação no mercado de trabalho, influenciando o otimismo do consumidor Crédito: divulgação
As famílias capixabas iniciaram o ano de 2024 com uma disposição maior para realizar compras. O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) do Espírito Santo registrou crescimento de 1,2% na transição de dezembro de 2023 para janeiro de 2024. Ao ser contrastado com o mesmo mês de 2023, a intenção de consumo está 16,2% maior. Os números constam no levantamento analisado pela equipe Connect Fecomércio-ES com base nos dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O índice varia de 0 a 200 pontos, no qual abaixo de 100 pontos indica percepção de insatisfação e acima de 100 indica satisfação com as variáveis estudadas. No Espírito Santo, o indicador permanece no patamar de satisfação, alcançando a marca de 112,4 pontos.
O desempenho positivo também é observado no ICF Brasil, que registrou um aumento de 12,2%, quando comparado a janeiro de 2023, e de 0,2% entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024. O patamar de satisfação é de 105,4 pontos.
Na análise do Connect Fecomércio-ES, a retomada do crescimento do ICF em dezembro de 2023 e janeiro de 2024 pode indicar uma possível recuperação ou estabilidade no mercado de trabalho, influenciando positivamente o otimismo do consumidor.
Ana Carolina Júlio, responsável pelo Eixo Observa do Connect Fecomércio-ES
Ana Carolina Júlio é responsável pelo Eixo Observa do Connect Fecomércio-ES Crédito: divulgação/fecomércio
“O aumento no índice de empregos formais pode contribuir para um ambiente mais favorável ao consumo, refletindo-se na melhoria da confiança e nas intenções de compra das famílias”, explica Ana Carolina Júlio, responsável pelo Eixo Observa do Connect Fecomércio-ES.
"Outro fator que pode ter colaborado com a melhoria na intenção de consumo é a redução da inadimplência, contribuindo para um ambiente mais favorável ao consumo, aumentando a confiança do consumidor"
Ana Carolina Júlio - responsável pelo Eixo Observa do Connect Fecomércio-ES.
Com o objetivo de proporcionar uma compreensão mais abrangente do índice geral, a pesquisa apresenta, ao todo, sete subíndices: Segurança em relação ao emprego; Perspectivas de melhores condições profissionais; Satisfação com a renda atual; Acesso ao crédito; Nível de consumo atual; Perspectivas de consumo; Avaliação do momento para compra de bens duráveis.
Na comparação entre janeiro de 2024 e dezembro de 2023, o destaque se dá para “Avaliação do momento para compra de bens duráveis” (+4,6%) e para “Nível de Consumo Atual” (+ 4,1%). Esses resultados indicam um otimismo e uma melhoria percebida nas condições de compra de bens duráveis, bem como um aumento no nível de consumo atual no período analisado. Exemplos comuns de bens duráveis incluem eletrodomésticos (geladeiras, fogões, máquinas de lavar), eletrônicos (televisores, computadores).
Na avaliação interanual, destaca-se a “Satisfação com a Renda atual”, com crescimento de 23,1% comparando-se janeiro de 2024 com janeiro 2023. O item “Perspectivas de Consumo” foi o que apresentou a maior pontuação (137 pontos), com crescimento de 15,5%, na comparação interanual.
A pesquisa completa pode ser acessada no site da Fecomércio-ES, na aba Connect, clicando aqui.

Travesti em passeata por visibilidade no mercado de trabalho
Travesti em passeata por visibilidade no mercado de trabalho Crédito: divulgação/socialismocriativo

“Visibilidade Trans”: mercado de trabalho ainda precisa avançar muito

O “Dia da Visibilidade Trans” foi celebrado na semana passada, mas, infelizmente, não temos muito o que comemorar. O dia 29 de janeiro foi escolhido, há 20 anos, como uma data para dar visibilidade a travestis, transexuais e transgêneros depois que um grupo de ativistas se uniu em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, para lançar a primeira campanha contra a transfobia do Brasil, a “Travesti e Respeito”.

De lá pra cá, evoluímos, mas muito ainda precisa ser feito em todas as áreas. No mercado publicitário, inclusive. O presidente do Sindicato das Agências de Publicidade do Estado (Sinapro), Alexandre Pedroni, disse que, nesse quesito, "não estamos sequer engatinhando".

De acordo ele, pesquisas do estudo Diversidade, Representatividade e Percepção – Censo Multissetorial da Gestão Kairós 2022, a participação de profissionais trans nas empresas não chega a 1%. 

"É um dado preocupante. No entanto, recordando uma fala de Déborah Sabará (travesti e ativista da Associação Gold) durante uma palestra na Chuva, uma pequena evolução tem acontecido, espaços estão sendo conquistados. Mas afirmo novamente: precisamos trabalhar enfaticamente com a inclusão nas agências e em todo o mercado publicitário", declarou.

Dados da pesquisa AlmapBBDO e do Instituto On The Go também mostram que 80% das pessoas transexuais enfrentam discriminação nas seleções de emprego, e no Marketing de Influência não é diferente. Os influenciadores trans no Brasil quase não são contratados por marcas para uma ação publicitária. E muitas das ações ficam restritas ao mês do Orgulho LGBTQIA+.

Pelo mercado

Formada pela PUC Campinas, entrou em A Gazeta em 1997 como repórter na editoria de Cidades, onde recebeu dois prêmios. Foi editora-adjunta de Brasil & Mundo; e editora, por 12 anos, da Revista.ag, suplemento dominical do jornal A Gazeta. Possui também MBA em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM). Antes de mudar para o Espírito Santo, atuou no jornal Correio Popular de Campinas (SP).

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