Quem vê o sucesso que Pedro Perez, de 21 anos, já faz nas plataformas de streaming e na web com seu pop/MPB autoral não diz que o cantor tem apenas um ano de carreira profissional. Com lançamentos previstos até para o período de
isolamento em meio à pandemia da Covid-19 no Estado (o próximo deve ser em julho), o músico já figurou no top 10 de músicas capixabas em levantamento da Sorvetinho FM (rádio da Ufes) e atualmente se divide entre as aulas do 6° período de Medicina e gravações em estúdio de Vila Velha.
Pedro também rompeu 2020 com uma parceria e tanto no mundo da moda: além das canções disponíveis para o público na internet, o músico agora tem uma camiseta de linha própria feita em collab com a Reserva INK, marca do grupo Reserva. A peça é vendida para o Brasil inteiro.
Mas essa fama não é para menos. Até porque, em 2019, Pedro tirou o ano para turbinar seu nome no cenário artístico. Chegou a fazer shows em diversas casas noturnas da Grande Vitória e apresentações em eventos. E, como a coluna não é boba nem nada, sabe que o rapaz teve todas as entradas “sold out”.
Nos shows, o acompanham Pedro Fernandes (teclado e voz), Guilherme Cavassa (guitarra), Anderson Marques (bateria) e Pedro Heyderdahl (contrabaixo e voz).
“Veraneio”, seu primeiro hit, tem mais de 42 mil plays só no Spotify – além dos números do clipe, disponível no YouTube. Em parceria mais recente, com “Essencial”, Pedro dividiu estúdio com a ex-The Voice capixaba
Mariana Coelho. Com a canção, ele somava mais de 23 mil ouvintes até a manhã da última sexta (5).
“Duas das minhas autorais têm clipe, o que acaba agregando mais valor. E conheci a Mariana (Coelho) musicalmente, estava gravando com meu produtor e ele sugeriu de fazermos algo juntos. Ela foi supersimpática e o resultado ficou muito bom”, lembra.
Tudo começou no início do ano passado, quando o jovem decidiu manifestar um interesse maior pela música. Ele, que já fez aulas de violão na escola de música de
Silvânia Saadi, em Vitória, atualmente se dedica aos estudos individualmente. Na família, Pedro tem a inspiração musical da mãe, a advogada
Flávia Brandão, que toca piano como hobbie.
“Nunca me achei capaz (de seguir na música) por limitação de voz. Mas estudei canto, também, e depois me senti confiante. Hoje tenho o desejo de tocar em um festival de grande porte e ganhar um dinheiro confortável para levar minha música para o Brasil”, pondera.
Na gaveta, o músico tem cerca de 15 músicas prontas que só aguardam gravação e lançamento. Atualmente ele já tem seis disponíveis, sendo que sétima deve ser lançada em julho deste ano. “Estava seguindo um cronograma de uma (música) a cada três meses, mas pelo coronavírus parei de fazer show e o investimento caiu”, aponta. Todo o aporte arrecadado com os shows, praticamente, era investido na carreira em forma de singles.
Enquanto isso, do jeito que a inspiração para novas músicas chegar, vai tudo virando melodia: “Às vezes me inspiro em alguém, mas normalmente escrevo com base em vivência. Mas sempre escrevi”.