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Crônica

Carl Rogers, o amor em forma de terapia

Rogers acreditava que o terapeuta estava impedido de “ensinar” o paciente a viver; criou o sistema que fortaleceria a vontade e um treinamento democrático que devolveria a autêntica força do próprio cliente

Públicado em 

27 jun 2023 às 00:30
Paulo Bonates

Colunista

Paulo Bonates

Outro dia, em uma bela manhã de sol, li um festival de relatos sobre a atuação de psicólogos e suas benesses diante de quadros psicopatógicos, nos quais estejam envolvidos. Enfocava a matéria diversas abordagens.
Sigmund Freud foi o primeiro ser na Terra - que eu saiba - que elaborou um sistema a respeito do pensar e da função do ser, dividindo teoricamente a mente em três regiões: Id, Ego e Superego com funções distintas e interrelacionadas.
As ideias sobre os estudos teóricos mentais concentravam-se em seus respectivos mestres. Assim é que no século XIX apareceram diferentes teóricos, com diferentes versões sobre o funcionamento mental.
Cada mestre, em seus respectivos países, elaborava uma estrutura para diagnóstico e cura, quando isso ocorria. A obra de Freud, o cerne da convicção europeia, tomou conta da Terra. Minha querisa leitora, não pretendo pois discorrer sobre a obra do gênio Freud – quem sou eu?- e arriscar-me à incompletude que certamente produziria.
Sossega, Bonates, e escreva sua compreensão da obra psicológica que inundou os Estados Unidos e depois no mundo todo. Em meados do século XX, dois brilhantes gênios, principalmente, fizeram suas escolhas sobre os caminhos da ciência e da prática que levaria a psicologia a tocar delicadamente o outro: Carl Rogers, com a sua “Terapia Centrada no Cliente”, e Burrhus Frederic Skinner com a “Terapia Comportamental”.
Rogers acreditava que o terapeuta estava impedido de “ensinar” o paciente a viver; criou o sistema que fortaleceria a vontade e um treinamento democrático que devolveria a autêntica força do próprio cliente.
Skinner, criando escalas gradativas, adaptava de uma maneira fortalecida a vontade do seu paciente ao possível. O paciente criaria, uma vez submetido à técnica, um sistema que o protegeria os desejos e impulsos autodestrutivos, por exemplo. (Claro que havia outros mais, porém sem o suficiente brilho.)
Uma amiga terapeuta, que viveu nos Estados Unidos, me falou dos debates entre os dois nos estúdios de TV. Além da América do Norte, no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre não se falava ou escrevia outra coisa.
Rogers revelava a seus alunos pontos cruciais de uma sessão terapêutica: aplicar a consideração positiva incondicional, a empatia (a arte de se colocar no lugar do outro) e a congruência (abrir mão de seu espaço para cedê-lo ao paciente).
É o amor em forma de terapia.
Dorian Gray, meu cão vira-lata, escuta como ninguém.

Paulo Bonates

É médico, psiquiatra, psicanalista, escritor, jornalista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo. E derradeiro torcedor do América do Rio.

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