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Crônica

Abram as cortinas maravilhosas e encantadas do cinema

Meu filme preferido de todos os tempos - que me perdoem os do Cinema Novo brasileiro – era e ainda é “ The Graduate”

Publicado em 01 de Outubro de 2024 às 03:45

Públicado em 

01 out 2024 às 03:45
Paulo Bonates

Colunista

Paulo Bonates

José Wilker, em “Besame Mucho”, com Glória Pires, encarnando o engajado e a alienada, no auge da ditadura tupiniquim:
- Quer ver como você é alienada? Qual é o nome do atual ministro da Guerra?
- Pra que eu preciso saber o nome desse pilantra se não tem guerra no Brasil desde aquela do Paraguai?
Deixa eu explicar, queridos cúmplices dessas quinzenas de crônicas que cometo. Tinha um amigo médico, aliás tenho, que anotava frases de filmes que assistia, e outros dados. O sigilo histórico me impede de revelar que se trata de Calipson Tadeu Nogueira da Gama. O nome completo já configura um longa-metragem. Peguei a mania, e passava horas a anotar o melhor dos diálogos dos filmes. Procurava na Livraria Âncora, de Nestor Cinelli, livros com detalhes das exibições, centrando fogo nos clássicos.
Nas minhas dedicadas viagens caseiras pela madrugada lendo e relendo textos e memórias, acabo por encontrar muita coisa. Este é o motivo destas maltraçadas linhas. Hoje, falei com Rubinho Gomes – o amigo que já nasceu de suspensórios – e como sempre trocamos lembranças.
Bem, vou lhes contar.
Pego o caderno de anotações de cinema e todo o material da época que consegui encontrar. Meu filme preferido de todos os tempos - que me perdoem os do Cinema Novo brasileiro – era e ainda é “ The Graduate” (A primeira noite de um homem). Dustin Hoffman estreava no estrelato. Garfunkel e Simon completavam na música de fundo. Lembro como se fosse hoje.
Vou te contar este filme .
Filme
Filme The Graduate ("A primeira noite de um homem"), com Anne Bancroft e Dustin Hoffman Crédito: Divulgação
A eterna Mrs. Robson, estrelada pela belíssima Anne Bancroft, decide, com sucesso, seduzir Benjamin (Dustin Hoffman), ainda cursando a Universidade de Harvard. Ela era mãe de seu amigo. Tudo na base do instinto e desejo, coisa rara nos filmes da época. Ela não falava nada. Encontravam-se às escondidas e iam calados direto para a cama. Ele fazia o alegre culpado. Um dia, depois de meses cheio de remorsos, resolve agir como um adulto, que não era, e esclarecer, o vamos dizer, relacionamento:
- Sra. Robson, será que desta vez poderíamos falar um pouco?
- Acho que não temos nada a dizer. Apague a luz.
Benjamin ainda insiste:
- Esta é minha primeira vez. E a sua?
- Foi num carro
- E que marca era o carro?
- Um Ford. Apaga a luz.
Outro trecho guardado em uma estante do meu quarto:
Camila Pitanga e Selton Mello, em “Caramuru, a invenção do Brasil”
- E a tal de amante é o quê?
- É igual à esposa, mas não precisa cozinhar.
Então, querem mais?
A maravilhosa Ingrid Bergman atuando em “A indiscreta”.
- Como se atreve a fazer amor comigo sem ser casado?
Essa outra, é atribuída a Mae West, rainha das telas do mundo:
- Quando sou boa, sou ótima. Quando sou má, sou melhor ainda...
Não poderia deixar de lembrar “O gordo e o magro”(Laurel e Hardy) já no cinema falado e legendado:
- Onde você nasceu?
- Não sei. Eu era muito jovem nessa época.
Dorian Gray, meu cão vira-lata, morre de inveja do Pluto.

Paulo Bonates

É médico, psiquiatra, psicanalista, escritor, jornalista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo. E derradeiro torcedor do América do Rio.

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