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Desemprego

Quais estados brasileiros apresentam as maiores taxas de desocupação?

Uma análise estatística simples possibilita responder essa questão, demonstrando algumas especificidades regionais dos desafios do mercado de trabalho nas Unidades da Federação (UFs)

Publicado em 23 de Agosto de 2023 às 00:20

Públicado em 

23 ago 2023 às 00:20
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), possibilitam responder algumas questões sobre o contexto do mercado de trabalho no 2º trimestre de 2023.
A taxa de desocupação do país reduziu de 8,8% para 8,0% na comparação do 1º com o 2º trimestre de 2023. Nesse último período, quais estados apresentam as maiores taxas de desocupação do Brasil?
Uma análise estatística simples possibilita responder essa questão, demonstrando algumas especificidades regionais dos desafios do mercado de trabalho nas Unidades da Federação (UFs). Com base nas informações do Gráfico da “Taxa de Desocupação” constatamos que Pernambuco (14,2%), Bahia (13,4%), Amapá (12,4%), Rio de Janeiro (11,3%) e Paraíba (10,4%) são os cinco estados que destacam as piores condições da desocupação no 2º trimestre de 2023.
Além de Pernambuco, Bahia e Paraíba, Sergipe (10,3%), Rio Grande do Norte (10,2%), Alagoas (9,7%), Piauí (9,7%), Maranhão (8,8%) e Ceará (8,6%) contabilizaram taxas de desocupação acima da média nacional, ou seja, todos os estados do Nordeste superaram a taxa de desocupação do país. Amapá, Amazonas (9,7%), Acre (9,3%) e Pará (8,6%) foram as UFs do Norte com taxas acima da média do país.
Pablo Lira
Crédito: PNAD/IBGE
Esses resultados evidenciam o nível das adversidades socioeconômicas daquelas regiões brasileiras, que na formação econômica do país enfrentaram e ainda enfrentam uma série de percalços. Contudo, os governos estaduais têm um papel muito relevante para promover políticas públicas articuladas com o governo federal para melhorar a qualidade de vida da população e o mercado de trabalho.
Antes que sejam levantadas ideias estapafúrdias e preconceituosas sobre as regiões Nordeste e Norte, vale salientar que o Distrito Federal (8,7%), no Centro-Oeste, também destacou uma elevada taxa de desocupação. Ademais, o Rio de Janeiro, outro estado rico, com elevado nível de arrecadação, presença de grandes empresas e localizado no Sudeste destacou a 4ª maior taxa de desocupação do Brasil. A sucessão de governos desastrosos gerou uma crise estrutural na economia fluminense.
O indicador de Capacidade de Pagamento da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) demonstra que o Rio de Janeiro registra nota C. Essa é a 2ª pior nota na escala da STN, que considera o endividamento, poupança corrente e liquidez no cálculo do indicador. O desequilíbrio das contas públicas, reduz o potencial do Estado em realizar investimentos que são convertidos em políticas públicas de atração de empresas, geração de emprego e formação profissional, por exemplo. A partir desses aspectos, podemos compreender parcialmente o mal desempenho do Rio de Janeiro nos indicadores de mercado de trabalho.
Diante da breve análise aqui desenvolvida é possível perceber que todos os estados do Nordeste, Amapá, Amazonas, Acre, Pará, Distrito Federal e Rio de Janeiro foram as 15 UFs com as mais elevadas taxas de desocupação do país no 2º trimestre de 2023.

Pablo Lira

Pos-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve as quartas

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