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Economia

A indústria capixaba se destacou em 2023

Em novembro de 2023, a indústria do Espírito Santo registrou crescimento de +6,8% no acumulado em 12 meses, o melhor resultado entre os estados brasileiros pesquisados pelo IBGE.

Públicado em 

31 jan 2024 às 01:30
Pablo Lira

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Pablo Lira

Em meio ao anúncio do plano “Nova Indústria Brasil” do governo federal, que tem como objetivo impulsionar o setor secundário da economia brasileira e conta com cerca de R$ 300 bilhões em financiamentos para serem implementados até 2026, é relevante um olhar atento sobre as estatísticas mais recentes para que possamos compreender melhor os padrões e tendências nacionais e na escala das Unidades da Federação (UFs).
Com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e nas análises do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), constata-se que em 2023, entre outubro e novembro a indústria brasileira apresentou resultado de +0,5%. Na comparação interanual dos meses de novembro de 2022 e 2023 o setor secundário cresceu +1,3%.
Já no acumulado nos últimos 12 meses (dado anualizado), tendo novembro de 2023 como mês de referência, o desempenho foi de estabilidade no país (0,0%). Nessa última base estatística que é comparada ao igual período imediatamente anterior, a indústria extrativa apresentou aumento de +5,2%, destaque para as cadeias produtivas de petróleo e minério de ferro.
Entretanto, a indústria de transformação computou queda de -0,9%, com diminuições nas fabricações de produtos de minerais não metálicos (-7,3%), da metalurgia (-3,3%) e de papel e celulose (-1,7%). Apenas o segmento da fabricação de produtos alimentícios (+4,5%) contribuiu para contrabalancear o grupo da indústria extrativa.
No Espírito Santo o setor secundário da economia registrou crescimento de +4,3% em novembro frente a outubro de 2023, desempenho acima da média nacional (+0,5%) e o 2º melhor resultado entre as UFs estudadas pela Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF/IBGE). Somente o Paraná (5,4%) alcançou um crescimento superior ao da indústria capixaba. Pernambuco foi o estado com a queda mais forte, com diminuição de -9,7%.
Na comparação interanual, as indústrias do Paraná (+21,2%), Espírito Santo (+18,5%) e Goiás (+16,6%) foram as que evidenciaram os melhores resultados. Em contrapartida, os piores percentuais foram contabilizados no Amazonas (-10,3%), Rio Grande do Sul (-4,4%) e Rio Grande do Norte (-2,8%).
Em novembro de 2023, a indústria do Espírito Santo registrou crescimento de +6,8% no acumulado em 12 meses, o melhor resultado entre os estados brasileiros pesquisados pelo IBGE. O ES foi seguido por Mato Grosso (+4,9%) e Goiás (+4,6%). As maiores quedas foram observadas no Ceará (-6,0%), Rio Grande do Sul (-4,1%) e Bahia (-3,0%).
Esse desempenho de destaque da indústria capixaba decorreu do crescimento da indústria extrativa (+14,0%). O aumento está associado à expansão das cadeias de petróleo e minério de ferro. Enquanto isso, a indústria de transformação apresentou redução de -6,6%, derivada das diminuições nas fabricações de produtos de minerais não metálicos (-15,3%), da metalurgia (-7,3%) e de produtos alimentícios (-0,2%). A expansão de +3,3% da cadeia produtiva de papel e celulose contrabalanceou esses resultados no grupo da indústria de transformação.
Samarco
Usina de pelotização Crédito: Carlos Alberto Silva
O Espírito Santo é um dos poucos estados brasileiros que conta com uma sinergia efetiva entre o governo do Estado, Federação da Indústria e entidades integrantes desse sistema, setores produtivos, movimento empresarial, municípios e instituições republicanas. Nos últimos anos, tal sinergia vem sendo ampliada no sentido da articulação do planejamento e ações estratégicas para dinamizar e expandir as atividades industriais. Tais aspectos favorecem o ES alcançar resultados significativos no setor secundário da economia.
No atual momento de estruturação de mecanismos que visam impulsionar a indústria brasileira, o ES deve cada vez mais integrar esforços para acelerar a diversificação e agregar valor às cadeias estabelecidas, bem como atrair novas bases produtivas para o território capixaba, especialmente aquelas que configuram o circuito da indústria 4.0.

Pablo Lira

É doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo, pesquisador do Instituto Jones dos Santos Neves e professor da UVV. Escreve às quartas

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