A utilização do título do artigo tem várias razões e significados. Talvez mais significados. Trata-se de livro escrito por dois grandes amigos meus, Alvaro Abreu, que de pensar pedras passou agora a produzir e “pensar”, no sentido de filosofar, sobre o fazer colheres de bambu, portanto, mais do que o ato mecânico do produzir, e Denilson Carvalho, desbravador de frentes de inovação e desenvolvimento do mundo das pedras no Espírito Santo.
Faço esse preâmbulo para conectar-me ao evento que ocorrerá na próxima semana, entre 7 e 10 de fevereiro, que é a Vitória Stone Fair, que volta, depois do período pandêmico, e a todo o vapor, ao que nos parece, imponente e ainda mais diversa, complexa e sofisticada. O livro acima referido, "A força das pedras", foi escrito em 1994. Se não me falha a memória, ano da sexta edição da Feira do Mármore e Granito de Cachoeiro de Itapemirim, inaugurada em 1989.
É conectando essas pontas da linha do tempo, em sequência evolutiva, é que podemos obter uma clara percepção do que poderíamos denominar de dinâmica da força das pedras, que produziu o cenário atual. Porém, como a força das pedras está obviamente em quem as move, é a estes que devemos imputar os méritos, que se aplicam a instituições (Sindirochas, Cetemag), empresas, empresários e pessoas. Todos, de alguma forma e em diferentes intensidades, empreendedores.
Confesso que tenho uma afeição especial pelo segmento de rochas. Como estudioso, pesquisador e até apoiador em alguns momentos, quando no exercício de cargos públicos. É o setor industrial mais denso, complexo e diversificado do Espírito Santo, hoje. Está em praticamente todos os municípios.
Mas, especialmente em relação às feiras, uma das grandes forças das pedras, que as vejo como “vitrines” de inovação, devo ter visitado quase todas as versões. Forma que encontrei para medir a evolução do desenvolvimento do setor em aspectos como tecnologia e inovação, e também pela ótica da complexidade econômica e inserção internacional.
Mas, no tocante às feiras, a partir de 2003 em Cachoeiro e Vitória, agora Vitória Stone Fair, vale ressaltar e enaltecer a empresa realizadora do evento Milanez&Milaneze, desde 1989 na empreitada. Tive a grata oportunidade de acompanhar, e naturalmente testemunhar, e de perto, a caminhada e a saga da dupla Wilson e Cecília. Méritos a eles!
Ao olharmos para a Vitória Stone Fair estaremos olhando para o espelho da força das pedras do momento e do que virá.