1001105010 – esse é o numeral “Grabovoi” (dá um Google nisso) para a 'Paz de Espírito' (experimente, ou não, escrever no antebraço para sentir os efeitos dessa frequência que implica em abrir mão de toda e qualquer expectativa).
“A paz de espírito começa quando a expectativa termina”... Pense nisso.
– Fazer o quê? Se não temos controle sobre absolutamente nada! [Talvez seja porque habitamos o Grande Mistério (lembra?)]
Fato. Sabemos todos disso. Mas essa falta absoluta de controle pode ser extremamente desconfortável para a mente... Angustiante, e até mesmo insuportável!
E é justamente por isso que ela cria e desenvolve mecanismos e estratégias para tentar lidar com as incertezas da vida. No fundo, a mente sabe que os estratagemas que ela cria não passam de fantasias, ainda assim, ela vai e cria!
Por exemplo, um dos mecanismos mais comuns desenvolvidos pela engenhoca da mente é a famigerada “preocupação”: que tenta antecipar o que de ruim possa vir a acontecer. E nos faz sofrer visualizando todas a possibilidades de algo dar errado... (Familiar pra você?)
Já outra mecânica típica é a famosa “expectativa”, que faz o inverso: antecipa aquilo que de bom possa acontecer. Aí o problema também envolve sofrimento, porque a expectativa prende, cria gosma, se apega e estreita nossa visão. Aí, já viu! Montamos uma arapuca para nós mesmos.
[Ora, se o nome desse Universo é “Grande Mistério”, então não existem certezas!]
Portanto, quanto mais apegados aos resultados de nossas ações maiores as chances de experimentar o gosto amargo da “frustração”. E aí é que mora o perigo... Porque a frustração não é só um amargor na vida... A frustração é na verdade, o maior dos gatilhos para um outro tipo de mecanismo forjado na mente: a compensação.
Diante de uma frustração a mente tenta salvar a gente da dor buscando alguma forma imediata de anestesia... Que bem pode ser comida, álcool, drogas, compras, jogos eletrônicos, mídias sociais, sexo, pornografia. E não importa se é perigoso, imediatamente ou no futuro, se viciante, ou se remonta alguma compulsão danosa.
Fato é que essa engrenagem acionada pela expectativa, que culmina na frustração, nos torna cada vez mais mundanos, porque dispara em nós os gatilhos compensatórios que nos expõe aos riscos, aos vícios, às dependências e, consequentemente, ao aprisionamento. Ou seja, ao oposto da paz de espírito.
(Ah, Maria, você tá dizendo que não sonhar então?)
Pode, deve! O problema não é sonhar... Problema é criar expectativa e se apegar a ela. Problema é desejar e esperar que nossos sonhos se realizem exatamente da maneira como queremos. Problema é deixar a mente montar o circo, digo, o ciclo. Esse ciclo é sempre perigoso porque ele expulsa a liberdade, as possibilidades e a paz de dentro de nós.
Viver com menos frustrações é viver com mais liberdade, e para isso precisamos estar em paz com o presente, abertos, disponíveis... Aceitando todas as formas de presentes que o universo nos oferece, muitas vezes de forma discreta, mágica, em forma de coincidências, sinais, poesia... Como esse texto que chegou até você simplesmente porque você disponibilizou seu tempo e sua curiosidade para chegar até aqui.
É isso, seguir curioso sobre o que possa acontecer é se manter aberto e receptivo, é confiar no presente de forma livre e assim, cultivar a paz de espírito.
Nota: escrever o numeral “Grabovoi” no braço, tomar um banho de cheiro, fazer uma meditação, ou sorrir sem motivo dá no mesmo. São todas apostas no melhor possível: praticar a confiança na paz do nosso espírito.