Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Legislativo estadual

Tyago Hoffmann deixa a corrida pela presidência da Assembleia do ES

O deputado estadual eleito pelo PSB nunca se disse candidato. Mas agora quer deixar claro que não vai disputar de jeito nenhum: "É um gesto que estou fazendo para meus colegas e para o governo"

Publicado em 18 de Janeiro de 2023 às 18:04

Públicado em 

18 jan 2023 às 18:04
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Tyago Hoffmann
Tyago Hoffmann, deputado estadual eleito pelo PSB Crédito: Carlos Alberto Silva
Quatro nomes há tempos figuram nas bolsas de apostas especulativas para disputar a presidência da Assembleia Legislativa do Espírito Santo. Nesta quarta-feira (18), pela primeira vez, um deles tomou uma decisão e abriu o jogo.
O deputado estadual eleito Tyago Hoffmann (PSB) entrou em contato com a coluna nesta tarde para avisar: "Afirmo categoricamente que não serei candidato". 
A rigor, ele nunca deu uma declaração pública para se dizer candidato. Mas, nos bastidores, deixou o próprio nome circular como opção.
Hoffmann, que foi uma espécie de supersecretário da gestão Renato Casagrande (PSB), esteve nesta quarta com o governador.
"Deixar meu nome circular estava atrapalhando a construção de um consenso", contou o ex-secretário à coluna. A ideia é que, como ocorre tradicionalmente, apenas uma chapa seja inscrita na eleição da Mesa Diretora.
"Venho refletindo nos últimos dias sobre a minha principal missão na política, que é ajudar na construção de uma base sólida para o governo na Assembleia, para que tenhamos harmonia. É uma missão óbvia e não tenho como fugir a essa responsabilidade", complementou Hoffmann.
Ele narrou que chegou ao gabinete de Casagrande com a decisão já tomada e que o ex-chefe "a recebeu muito bem". "É um gesto que estou fazendo para meus colegas e para o governo", pontuou o deputado estadual eleito.
Restam Marcelo Santos (Podemos), Vandinho Leite (PSDB), Dary Pagung (PSB) e João Coser (PT), no páreo. O petista, entretanto, já é dado como carta fora do baralho. Não há resistência propriamente ao ex-prefeito de Vitória, mas ao partido ao qual ele é filiado. 
A Assembleia Legislativa a partir de 1º de fevereiro vai estar ainda mais repleta de bolsonaristas.
A polarização, de fato, dá-se entre Marcelo e Vandinho. Os dois foram reconduzidos pelas urnas para mais quatro anos na Casa. Marcelo é um veterano, está no quinto mandato.
Como a coluna mostrou nesta quarta, o clima da disputa pelo comando da Assembleia é de barata-voa. Havia um blocão, que reunia a ampla maioria dos deputados, eleitos e reeleitos. E Vandinho ganhava a dianteira.
Marcelo estava fora desse grupo. Na terça-feira (17), Dary, que é o líder de Casagrande, passou a coletar assinaturas para formar outro bloco. Tem deputado que assinou com Vandinho e depois mudou de ideia, foi para o grupo liderado por Dary.
Uma das insatisfações com o primeiro bloco é, de acordo com o vereador da Serra e deputado estadual eleito Pablo Muribeca (Patriota), a prevalência de deputados da oposição, como Capitão Assumção (PL), no grupo. E o fato de Marcelo Santos ter sido "barrado" por Vandinho.
Hoffmann havia assinado a primeira lista e, de acordo com colegas dele, estava insatisfeito com a presença de opositores do governo ao lado do tucano.
À coluna, nesta quarta, o socialista, aliadíssimo de Casagrande, afirmou que todos os nomes ventilados como possíveis candidatos à presidência da Assembleia são da base do governo.
E Vandinho, apesar de no passado ter adotado posturas contra o Palácio Anchieta, não é considerado menos aliado.
"De forma alguma. Se for considerar as posições políticas passadas das pessoas para definir quem é da base fica muito ruim. Vandinho, nos últimos dois anos, foi mto importante para o governo" avaliou Hoffmann.
Hoje o PSDB está oficialmente na base de Casagrande, tem até o vice-governador, Ricardo Ferraço.
O governador Renato Casagrande e o deputado estadual Vandinho Leite
O governador Renato Casagrande e o deputado estadual Vandinho Leite Crédito: Instagram/vandinho.leite
Aliás, Vandinho foi outro que esteve com Casagrande na tarde desta quarta. Até postou foto nas redes sociais, com a legenda: "Consolidamos nossa parceria para os próximos quatro anos".
Marcelo, outro aliado de primeira hora do governador, não ficou longe. Apareceu, ainda nesta quarta, em uma solenidade do governo em Cariacica, seu reduto eleitoral. 
Marcelo Santos, Euclério Sampaio e outros aliados junto com o governador Renato Casagrande durante solenidade de ordem de Serviço para obras de construção de galerias de macrodrenagem em bairros de Cariacica
Marcelo Santos, Euclério Sampaio e outros aliados junto com o governador Renato Casagrande durante Ordem de Serviço para obras de construção de galerias de macrodrenagem nos bairros Crédito: Rodrigo Araujo/Governo-ES
Agora, Tyago Hoffmann diz que vai trabalhar, ao lado do secretário estadual da Casa Civil, Davi Diniz, para tentar fazer com que os deputados escolham um nome de consenso, evitando assim um racha mais sério na base palaciana no Legislativo.
Ele garantiu que não há incômodo algum com a participação de deputados do PL, nem mesmo Assumção, ferrenho opositor do governo, no blocão que deve definir o lugar de cada um nas comissões temáticas da Assembleia e, informalmente, também os espaços na Mesa Diretora.
"O governo não jogará nenhum deputado pra a oposição, mesmo os do PL. Não é porque a pessoa é filiada a um partido que automaticamente é oposição", refletiu. O Partido Liberal elegeu a maior bancada da Assembleia: cinco dos 30 deputados estaduais.
O socialista está confiante de que, no fim das contas, vai haver apenas um bloco, marcando a unidade na Casa.
 BEIJA-MÃO
E por que os postulantes ao comando da Assembleia têm rumado ao Palácio Anchieta tal qual fossem a Meca? 
Executivo e Legislativo são poderes independentes e, publicamente, Casagrande já disse que não vai apontar o dedo para definir em quem os deputados devem votar.
Mas, obviamente, não vai deixar a coisa correr solta. Ter um aliado à frente da Assembleia é crucial para garantir que projetos do governo sejam pautados e votados com celeridade – às vezes com celeridade excessiva. 
"As pessoas (os deputados) dizem que vão votar em quem o governador pedir para votar", confidenciou Hoffmann. Mas o objetivo, ainda de acordo com ele, é que Casagrande tenha que interferir o mínimo possível neste processo. 

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Motorista é flagrado pela PRF a 166 km/h na BR-101 em Guarapari
Imagem de destaque
Amor em maio: veja as tendências para a vida amorosa de cada signo
Imagem de destaque
Temaki: 3 receitas fáceis e leves para fazer em casa

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados