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2025

Marcelo Santos apresenta suas armas em busca da reeleição para a presidência da Assembleia

Deputado reforçou alinhamento político com o governador Renato Casagrande (PSB) e afirmou não ter compromisso com Lorenzo Pazolini (Republicanos) para 2026

Publicado em 11 de Dezembro de 2024 às 14:14

Públicado em 

11 dez 2024 às 14:14
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

O presidente da Assembleia Legislativa do ES, Marcelo Santos
O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Marcelo Santos, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (11) Crédito: Lucas S. Costa
O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Marcelo Santos (União Brasil), diz que não vai se movimentar antecipadamente em busca de mais um mandato à frente da Casa, mas dá todos os sinais de que, ainda que discretamente, já faz isso. A eleição para a Mesa Diretora vai ser realizada em 1º de fevereiro e, a partir de janeiro, Marcelo pretende ir atrás do apoio do governador Renato Casagrande (PSB).
Somente os deputados estaduais votam, mas a bênção do chefe do Executivo, informalmente, é crucial. 
Nesta quarta-feira (11), Marcelo recebeu a imprensa na Assembleia e, em entrevista coletiva, afirmou estar "inclinado" a disputar a presidência novamente, o que não é segredo para ninguém. Por mais de uma vez, ressaltou o "alinhamento político" com Casagrande e com o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB).
Até considerou que o emedebista "naturalmente" vai assumir o governo estadual (isso vai ocorrer se, em 2026, o governador deixar o cargo para disputar o Senado). Ricardo é um possível candidato ao Palácio Anchieta.
Em 2023, Marcelo Santos foi eleito presidente da Assembleia com o endosso público de Casagrande.
Movimentações do deputado nas eleições de 2024, entretanto, deixaram casagrandistas com a pulga atrás da orelha.
O presidente da Assembleia, por exemplo, apoiou a reeleição do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que pode disputar o Executivo estadual em 2026 contra o candidato do Palácio (Ricardo, talvez).
Respondendo a um questionamento da coluna nesta quarta, Marcelo afirmou não ter compromisso político com Pazolini e minimizou o fato de ter apoiado o prefeito da Capital em 2024. 
"São coisas totalmente distintas as eleições de 2024 e as de 2026. Meu compromisso com Lorenzo Pazolini se deu pela relação com (o vereador) Duda Brasil, que é o líder do prefeito na Câmara e com quem eu constituí uma relação política. O Duda, inclusive, coordenou minha campanha em Vitória e, em consequência disso, eu apoiei o Pazolini. Por entender, também, que era um bom candidato, que fez um belo trabalho", contou Marcelo.
"Mas meu compromisso era com a reeleição de Lorenzo Pazolini. Não tenho nenhum compromisso com ele para 2026. Meu compromisso é com a liderança do governador Renato Casagrande no projeto de 2026".
Marcelo frisou que a eleição para o comando da Assembleia, em fevereiro de 2025, não pode ser pautada pela eleição de 2026, mas ele mesmo lembrou o tempo todo da sucessão do governador Renato Casagrande:
"Politicamente, eu tenho um compromisso com o governador, que é quem vai liderar o processo de sucessão dele (...) Mas, falando da Assembleia Legislativa, o compromisso é estabilidade, é garantia de estabilidade e respeito com os poderes e instituições". 
Como se pode notar, a palavra "compromisso" foi muito utilizada pelo presidente da Assembleia.
"Estou inclinado a disputar, sou cobrado pelos colegas deputados para que continue à frente do Poder Legislativo, mas não discuti isso com o governador"
Marcelo Santos (União) - Presidente da Assembleia Legislativa
Mencionei aqui que o apoio de Casagrande ao futuro presidente, seja quem for, é crucial. Isso é de praxe em praticamente todas as casas legislativas.
Um chefe do Executivo prefere que alguém de confiança seja responsável pela pauta imposta aos parlamentares.
Isso é especialmente estratégico em 2025 e 2026, período em que Casagrande vai trabalhar para eleger o sucessor.
Marcelo, não apenas devido ao apoio a Pazolini em Vitória, deixou certa insegurança no ar. Na Serra, onde o governador fez campanha para Weverson Mereireles (PDT), o presidente da Assembleia esteve ao lado do deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos).
E, dentro do União Brasil, Marcelo trava uma disputa com o presidente estadual e casagrandista Felipe Rigoni. 
Desde antes de ser escolhido para presidir a Assembleia, ele tem dito que, em 2026, vai ser candidato a deputado federal, mas, nos últimos meses, deu sinais de que poderia "mudar o plano de voo".
Nesta quarta, ao ser novamente questionado sobre seus projetos eleitorais, Marcelo cravou apenas uma opção: "Câmara Federal".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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