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Recontagem

Quem é o deputado que vai chegar à Assembleia do ES após reviravolta eleitoral

Ex-vereador vai reforçar "bancada da Serra" no Legislativo estadual

Publicado em 11 de Dezembro de 2024 às 00:15

Públicado em 

11 dez 2024 às 00:15
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Fabio Duarte
Fabio Duarte (Rede) é ex-vereador da Serra Crédito: Reprodução/ TV Gazeta
O ex-vereador Fábio Duarte (Rede) vai assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa do Espírito Santo em breve e lá vai ficar até 31 de janeiro de 2027. A ascensão dele à Casa foi possível após uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES).
Mas quem é Fábio Duarte? Ele foi vereador da Serra por um mandato, entre 2017 e 2020. Foi eleito, em 2016, pelo PDT de Sérgio Vidigal. Em 2020, já filiado à Rede, disputou a prefeitura da cidade contra o pedetista e apoiado por Audifax Barcelos (na época, também filiado à Rede).
Fábio foi "o candidato do Audifax". quatro anos atrás. Chegou a ir para o segundo turno, mas acabou derrotado por Vidigal. 
Ficou na planície, sem cargo público, desde então. É formado em Administração e, por enquanto, atua na iniciativa privada.
Em 2022, ele disputou uma vaga na Assembleia e recebeu 13.792 votos. Não é apenas o número de votos que define se uma pessoa vai ou não ocupar uma vaga no parlamento, mas o desempenho da chapa que ela integra.
Para se ter uma ideia, entretanto, o deputado estadual eleito com menos votos naquele ano foi Bispo Alves (Republicanos), escolhido por 14.474 eleitores. 
Politicamente, Fábio Duarte segue entre Audifax e Vidigal. 
Em 2024, o redista apoiou, no primeiro turno, o ex-prefeito na corrida pelo Executivo municipal, ainda que a Rede estivesse coligada com Weverson Meireles (PDT). 
Na segunda etapa do pleito, Audifax ficou neutro, mas Fábio endossou "o candidato do Vidigal".
Como deputado, diz que vai colaborar com a administração da Prefeitura da Serra, ou seja, com Weverson, que foi o vencedor do pleito.
"Na eleição, existem adversários políticos, mas depois temos que pensar na população. Permaneço aliado de Audifax, mas também do Weverson", afirmou Fábio à coluna.
A chegada dele à Assembleia vai reforçar a bancada serrana na Casa, que já conta com Vandinho Leite (PSDB), Alexandre Xambinho (Podemos) e Pablo Muribeca (Republicanos).
Muribeca, aliás, disputou a Prefeitura da Serra este ano, enfrentou Weverson no segundo turno e é um opositor de Vidigal, ou seja, do grupo político do prefeito eleito.
Vandinho apoiou Audifax no primeiro turno e Weverson no segundo. Já Xambinho é unha e carne com Vidigal/Weverson.
Sobre a relação com os colegas na Assembleia, Fábio Duarte diz que vai ser "a melhor possível".
"Depois da eleição, temos que pensar no melhor para a cidade", repetiu.
Na prática, Fábio sai de duas derrotas seguidas, nas quais acumulou capital eleitoral, para ocupar um mandato por dois anos.
O salário de um deputado estadual no Espírito Santo é de R$ 33.006,39 brutos mais um auxílio-alimentação mensal de R$ 1.829,79.
A MUDANÇA
De acordo com a Justiça Eleitoral, o Partido da Mulher Brasileira (PMB) fraudou a cota de gênero nas eleições de 2022, usando uma candidata laranja. O TRE anulou todos os votos recebidos pela sigla na corrida pela Assembleia.
Isso provocou a recontagem do total de votos e o efeito da equação matemática afetou partidos e políticos que nada têm a ver com a história. Em resumo, o Podemos perdeu uma vaga e a Rede ganhou outra. 
Assim, Fábio Duarte vai ficar com o mandato até então exercido por Allan Ferreira (Podemos). Mas este, como a coluna mostrou, não vai deixar o plenário.
Allan vai passar a figurar como primeiro suplente do partido na Casa. Como outro deputado do Podemos, Lucas Scaramussa, foi eleito prefeito de Linhares, Allan vai ocupar a vaga de Scaramussa na Assembleia.

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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