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Curtas políticas: Luiz Paulo e Coser se unem em São Pedro por Casagrande

E mais: um Transcol bolsonarista; deputado do ES acusa TSE de "crime"; compre uma casa por R$ 15 mil; o economista que errou tudo, mas "acertou uma"

Publicado em 27 de Outubro de 2022 às 11:10

Públicado em 

27 out 2022 às 11:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Capitã Estéfane, Luiz Paulo Vellozo Lucas, Renato Casagrande, Luciano Rezende e João Coser
Capitã Estéfane, Luiz Paulo Vellozo Lucas, Renato Casagrande, Luciano Rezende e João Coser Crédito: Hélio Filho
voto CasaNaro ou BolsoGrande, tem dado o que falar por misturar políticos aparentemente antagônicos, o governador Renato Casagrande (PSB) e o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).
Num passado nem tão distante, a rivalidade no Brasil se dava entre PT e PSDB. Os tucanos estão esfacelados e já não representam a força política de outrora. Nem por isso, entretanto, deixa de chamar a atenção a parceria entre petistas e social-democratas no Espírito Santo.
Nesta quinta-feira (27), dois dos principais expoentes dessas siglas se unem, na Grande São Pedro, em Vitória, em campanha por Casagrande: os ex-prefeitos da Capital Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e João Coser (PT).
Os dois já subiram ao mesmo tempo no palanque do socialista, mas agora vão caminhar pedindo votos sem a presença do chefe do Executivo estadual.  PSDB e PT compõem a coligação do candidato à reeleição.
O esforço concentrado marca a tentativa de impedir a eleição do bolsonarista Carlos Manato (PL) para o Palácio Anchieta.
A caminhada está marcada para as 15h30.
ENQUANTO ISSO, EM ITACIBÁ
Um ônibus do Sistema Transcol no Terminal de Itacibá, Cariacica, na manhã desta quinta, exibia no parabrisa uma bandeira do Brasil. 
Não se pode dizer que ostentava material de campanha, mas é de conhecimento geral que o símbolo pátrio foi apropriado pelos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que, assim, conseguem burlar as normas.
Bolsonaro é popular no estado. Se dependesse apenas dos eleitores do Espírito Santo, teria sido eleito já no primeiro turno.
Ônibus do Sistema Transcol no Terminal de Itacibá, em Cariacica, exibe bandeira do Brasil em meio às eleições de 2022
Ônibus do Sistema Transcol no Terminal de Itacibá, em Cariacica, exibe bandeira do Brasil em meio às eleições de 2022 Crédito: Foto Leitor
OVACIONADO
Por falar em Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi aclamado na quarta-feira (26) na Fucape, faculdade da qual Aridelmo Teixeira (Novo) é sócio fundador, em Vitória.
A mestre de cerimônias do evento que o recebeu, Camila Domingues, exortou que a plateia ovacionasse Guedes. 
Camila, também filiada ao Novo, foi vice na chapa de Aridelmo na disputa pelo governo do estado. Eles tiveram 0,7% dos votos. 
Mas o empresário já foi convidado por Manato para ser o secretário estadual da Fazenda, no caso de vitória do candidato do PL local.
ARIDELMO CONVIDA
Aliás, Guedes participou do "Aridelmo convida", que reuniu empresários e estudantes no auditório da Fucape. Em destaque, a principal atração:
Painel exibido em destaque em palestra do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Fucape, em Vitória
Painel exibido em destaque em palestra do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Fucape, em Vitória Crédito: Letícia Gonçalves
PILAR
Casagrande tem dito à exaustão na campanha eleitoral do segundo turno que participou da reconstrução do Espírito Santo, no início dos anos 2000, após um período de domínio do crime organizado e descontrole das contas públicas.
Omite que o ex-governador Paulo Hartung foi um dos líderes desse movimento. Na época, os dois integravam o mesmo grupo político.
Nesta quinta, Aridelmo, que participou, como empresário, do programa Escola Viva, no último governo Hartung, foi quem afirmou:
"Refundamos o estado. O equilíbrio fiscal já é uma base do estado. A sociedade capixaba não abre mão desse pilar, que é da escola do ministro (Paulo Guedes)".
"APENAS" O PLANO REAL
Guedes, aliás, desandou a criticar economistas e executivos da área financeira que apoiam o ex-presidente Lula (PT) em oposição a Bolsonaro. 
Mesmo liberais postam-se ao lado do petista, temendo um mal maior representado pelo atual presidente.
Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central, é um deles.
Guedes faz troça. "(Arida) fez congelamento de preços, aconselhou para sequestro de ativos financeiros (...) tentou dolarizar o Brasil", afirmou, na Fucape.
"Ele atira dez e uma, acerta, que foi o Real". Só isso, então, gente. "Só" o Plano Real.
MERCADO IMOBILIÁRIO
Na palestra, o ministro da Economia afirmou que o governo federal pretende vender contratos da PPSA (Pré-sal Petróleo S.A), "que é uma empresa que foi feita à imagem das petroleiras francesas, negociando com ditaduras africanas".
Isso renderia, de acordo com Guedes, R$ 380 bilhões. E a PPSA seria fechada.
"Nós estamos fazendo um estudo para distribuir isso para os mais pobres brasileiros. Quer dizer, vamos distribuir propriedade também, não é só renda, não. Isso pode dar uma casa própria para o cara. Com R$ 15 mil, R$ 20 mil, ele realmente compra uma casinha lá onde ele mora, na Baixada Fluminense", exemplificou.
Tenho nada contra fechar a PPSA. Mas não sei se o mercado imobiliário está assim tão amigável.
NO ENREDO DE BOLSONARO
A campanha do presidente Jair Bolsonaro, mais uma vez, tenta tirar a credibilidade do sistema eleitoral para contestar uma eventual derrota. O argumento da vez é a campanha em rádios. 
Em oito delas, segundo foi apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), inserções da propaganda de Bolsonaro ficaram aquém das de Lula.
Um dos líderes do governo na Câmara dos Deputados, Evair de Melo (PP), diz que está "confirmado" por rádios capixabas "não terem recebido do TSE as propagandas de Bolsonaro".
Evair não apresentou provas. Para começar, não é o TSE que envia as propagandas às rádios, e sim os responsáveis pelas campanhas dos próprios candidatos. A transmissão ocorre em parceria com um pool de emissoras. 
Ainda assim, o deputado fala em "crime do TSE".
O relatório sobre oito rádios enviado ao TSE contém diversas inconsistências e foi arquivado pelo presidente da Corte, Alexandre de Moraes.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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