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Nesta segunda (27)

Assembleia do ES vota em regime de urgência o aumento do ICMS

"É um remédio amargo, mas necessário", diz vice-líder do governo Casagrande. O ES, assim como outros estados do Sul e do Sudeste, decidiu elevar a alíquota do imposto, mas deputados têm que dar o aval

Públicado em 

27 nov 2023 às 10:09
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Plenário da Assembleia Legislativa do Espírito Santo no dia 19 de abril de 2023
Plenário da Assembleia Legislativa do Espírito Santo no dia 19 de abril de 2023 Crédito: Ellen Campanharo/Ales
O Projeto de Lei 954/2023, de autoria do governador Renato Casagrande (PSB), foi protocolado na Assembleia Legislativa do Espírito Santo na última sexta-feira (24). No mesmo dia, o líder do governo na Casa, Dary Pagung (PSB), pediu que a proposta tramite em regime de urgência.
A votação vai ocorrer já na tarde desta segunda-feira (27).
O texto prevê o aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 17% para 19,5%. O objetivo é minimizar perdas após a reforma tributária. 
É que, a partir de 2032, a fatia do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS, substituto do ICMS e do ISS) que vai caber a cada unidade da federação vai depender da arrecadação de ICMS entre 2024 e 2028.
Para elevar a média, diversos estados já decidiram elevar a alíquota. Os do Sul e do Sudeste também entraram na onda.
Mas os deputados estaduais têm que dar o aval, ainda em 2023, para que a medida passe a valer em 2024. Por isso, a pressa.
A Presidência da Assembleia vai pautar o pedido de urgência na sessão ordinária desta segunda, que começa às 15h. Aprovado o requerimento, outra sessão, extraordinária, vai ser convocada para logo em seguida e aí o projeto deve ser votado.
Como trata-se de um projeto de lei, a votação deve ser simbólica, assim: "Aqueles que concordam permaneçam como estão. Os contrários se manifestem". E não nominal, quando os nomes dos parlamentares que optaram por "sim" ou "não" aparecem no painel eletrônico.
Aumento de imposto sempre é um assunto impopular, afinal, a consequência é o aumento dos preços de mercadorias e serviços.
Os governistas sabem disso, mas apostam na aprovação do projeto.
" É um remédio amargo, mas necessário "
Tyago Hoffmann (PSB) - Vice-líder do governo na Assembleia
Vice-líder do governo Casagrande na Assembleia, o deputado Tyago Hoffmann argumenta que o Executivo estadual foi forçado a apresentar o projeto, devido à ação de outras unidades da federação.
"O governador não gostaria de enviar esse projeto. Os outros estados aumentaram a alíquota (de ICMS) deles e eles vão aumentar a arrecadação (após o gatilho da reforma tributária, em 2032)", afirmou Hoffmann, em entrevista à coluna, nesta segunda.
"Se o Espírito Santo não aumentar agora, nossa média vai ser menor e, consequentemente, podemos não fazer jus ao fundo de compensação enquanto os outros estados fariam", complementou o deputado.
"Esse 'jeitinho' dado por estados desorganizados está forçando o Espírito Santo a tomar essa medida. Não é para evitar problema para o governador, o mandato dele termina em 2026. Quem iria sofrer seria o povo do Espírito Santo", defendeu Hoffmann.
OPOSIÇÃO
Os governistas são maioria entre os deputados, mas a oposição já começou a fazer barulho contra o projeto.
Lucas Polese (PL), por exemplo, exortou, em vídeo publicado nas redes sociais, que a população se insurja contra "dar dinheiro do seu salário para Renato Casagrande". Ele discursava durante o evento "Endireita Santa Teresa" que, como o nome sugere, reuniu integrantes da direita capixaba.
MAS A DIREITA TAMBÉM
Ocorre que governadores de direita também propõem a elevação da alíquota do ICMS em seus respectivos estados. A decisão de fixá-la em 19,5% foi tomada em conjunto pelo Espírito Santo e outras unidades da federação do Sul e do Sudeste. O argumento é o mesmo: mitigar os efeitos da reforma tributária.
Dois seis governadores dessas regiões que avalizaram a medida, apenas Casagrande é de centro-esquerda. Romeu Zema (Novo) de Minas Gerais; Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro; Ratinho Júnior (PSD), do Paraná; e Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul, também enfrentam resistência ao aumento da alíquota, mas a encampam.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, onde exerce a função de editora-adjunta desde 2020.

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