Virou lei: a Prefeitura de
Castelo criou o “Bolsa-Atirador Castelense”, um programa de ajuda de custo aos atiradores que estão prestando serviço militar obrigatório no Tiro-de-Guerra municipal.
Serão criadas 40 bolsas no valor de R$ 200 mensais para cada atirador e cinco bolsas no valor de R$ 300 mensais para cada monitor. No total, o benefício vai custar aos cofres públicos R$ 9,5 mil mensais e R$ 85,5 mil por ano, porque ele será concedido no período de março a novembro (nove meses), período de instrução do Tiro-de-Guerra.
Segundo a prefeitura, o Programa “Bolsa Atirador Castelense” tem como objetivo valorizar e beneficiar o cidadão que está prestando o serviço militar obrigatório inicial no Tiro-de-Guerra, “possibilitando uma ajuda no custeio de suas necessidades básicas durante o período de instrução”. O prefeito de Castelo é João Paulo Nali (PTB).
O Tiro-de-Guerra (TG) é uma pequena unidade militar do Exército brasileiro encarregada de formar atiradores e cabos da segunda categoria da reserva. A organização de um TG ocorre em acordo firmado com os municípios e o respectivo Comando da Região Militar.
O Exército fornece os instrutores, fardamento e equipamentos, enquanto as prefeituras disponibilizam as instalações, e é formado um grupamento. Geralmente, o prefeito se torna o diretor do Tiro-de-Guerra.
Os jovens que servem nos TG recebem a denominação de “atiradores”. Esse modelo de serviço tem mais de um século. Anualmente, ingressam, aproximadamente, 12 mil atiradores em todo o país.