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Leonel Ximenes

Padre diz que sofreu assédio moral em supermercado de Guarapari

Segundo o religioso, que é negro, ele foi seguido em todos os seus passos dentro da loja até o caixa; empresa promete apurar

Publicado em 21 de Janeiro de 2021 às 13:25

Públicado em 

21 jan 2021 às 13:25
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Padre Manoel David Neto, que hoje está na Vila Rubim, atuou durante 15 anos em Guarapari
Padre Manoel David Neto, que hoje está na Vila Rubim, atuou durante 15 anos em Guarapari Crédito: Reprodução do Facebook
padre Manoel David Neto afirmou em suas redes sociais que foi vítima de assédio moral na filial do Supermercados Casagrande de Guarapari. Segundo o sacerdote, que é pároco da Paróquia São Pedro na Vila Rubim, em Vitória, nesta quarta-feira (20) à tarde ele foi seguido por um segurança de forma ostensiva na loja.
“Eu estava de bermuda, camiseta e boné e fui seguido por um segurança da loja em todos os passos que eu dava dentro do supermercado. Quando terminei de fazer as compras, comecei a rodar propositalmente a loja para que ele continuasse me seguindo e ele veio atrás da minha pessoa até eu chegar no caixa”, relata o padre de 60 anos de idade e quase 30 de sacerdócio.
A seguir, Manoel David, que atuou durante 15 anos como padre em Guarapari, conta que se identificou para o segurança: “Ali eu avisei a ele que iria pagar a conta, mostrei a minha a minha identidade sacerdotal e disse a ele que rodei a loja inteira porque percebi que ele estava me seguindo”.
Ainda no caixa, segundo o padre, após ele reagir à abordagem outro segurança, que estava na porta da loja, o reconheceu e disse que o sacerdote celebrou o casamento da sua mãe. Manoel David conta também que, em seguida, uma supervisora orientou o segurança que estaria seguindo o pároco para sair de perto do caixa.
“Preconceito? Racismo?”, indaga o religioso. “Na hora me lembrei do episódio de racismo no Carrefour de Porto Alegre. Por isso, resolvi falar com o segurança no caixa, à vista de todo mundo. Se fosse dentro da loja, eu poderia ser acusado de algo como desacato”, explica.
Manoel David adianta que, por enquanto, não pretende denunciar o caso à Polícia ou ingressar com ação judicial, embora tenha sido orientado a fazer esses procedimentos. “Pretendo dar visibilidade ao fato para que outras pessoas saibam como enfrentar essa situação. Eu sou negro e estava de bermuda, boné e barba. Faz parte do racismo estrutural da sociedade brasileira”, lamenta o padre.
A postagem do padre no Facebook
A postagem do padre no Facebook Crédito: Reprodução do Facebook
No Facebook do padre, o relato causou grande repercussão. Alguns internautas lamentaram e afirmaram que esse tipo de comportamento da segurança é rotina naquele supermercado, localizado no bairro Aeroporto. Outros disseram que consideram essa ação normal e não se sentem constrangidos.

O QUE DIZ A EMPRESA

A coluna ouviu Eduardo Casagrande, diretor de marketing da Rede Casagrande. Segundo ele, a denúncia será apurada. “Vamos avaliar as imagens e a conduta do colaborador. A empresa não aceita nenhum tipo de discriminação ou preconceito”, afirma.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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