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Kitia Perciano

Artigo de Opinião

É médica oncologista clínica
Kitia Perciano

Parar de fumar é a melhor decisão a ser tomada hoje

A boa notícia é que o organismo começa a apresentar melhoras logo após a interrupção do tabagismo
Kitia Perciano
É médica oncologista clínica

Publicado em 31 de Maio de 2026 às 10:00

Publicado em 

31 mai 2026 às 10:00
Celebrado em 31 de maio, o Dia Mundial sem Tabaco é uma data importante para conscientizar a população sobre os impactos do cigarro na saúde e reforçar uma informação fundamental: parar de fumar traz benefícios em qualquer fase da vida.

O tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo. O cigarro está diretamente relacionado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, especialmente os de pulmão, boca, garganta, laringe, esôfago e bexiga. 

Além disso, também aumenta significativamente o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), enfisema pulmonar, bronquite crônica e outras doenças cardiovasculares e respiratórias.

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Muitas pessoas ainda associam o cigarro apenas ao câncer de pulmão, mas a fumaça do tabaco contém milhares de substâncias químicas tóxicas que circulam por todo o organismo, afetando praticamente todos os órgãos do corpo humano. 

O impacto do tabagismo também não se limita ao fumante. Pessoas expostas à fumaça de forma frequente, os chamados fumantes passivos, também apresentam maior risco de adoecimento.

Outro ponto que merece atenção é o crescimento do uso dos cigarros eletrônicos, especialmente entre os jovens. Apesar de muitas vezes serem vendidos com a ideia equivocada de serem “menos prejudiciais”, os dispositivos eletrônicos também oferecem riscos importantes à saúde.

Os cigarros eletrônicos contêm nicotina, uma substância altamente viciante, além de compostos químicos que podem provocar inflamações, lesões pulmonares e danos cardiovasculares. 

Muitos dispositivos possuem concentrações elevadas de nicotina, favorecendo a dependência química de maneira ainda mais rápida. Além disso, o aroma e o aspecto tecnológico acabam criando uma falsa sensação de segurança, contribuindo para a banalização do uso.
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Nos últimos anos, médicos têm observado um aumento significativo de jovens dependentes da nicotina por meio dos dispositivos eletrônicos, muitos deles sem nunca terem fumado cigarro convencional anteriormente. Isso preocupa especialistas em saúde pública, já que a iniciação precoce aumenta o risco de dependência e de doenças futuras.

A boa notícia é que o organismo começa a apresentar melhoras logo após a interrupção do tabagismo. Em poucas horas, já ocorre redução do monóxido de carbono no sangue e melhora da oxigenação. Com o passar dos meses e anos, diminuem os riscos cardiovasculares, respiratórios e oncológicos.

Parar de fumar, no entanto, nem sempre é um processo simples. A dependência física e emocional da nicotina pode exigir acompanhamento profissional. Por isso, buscar ajuda médica, psicológica e, em alguns casos, medicamentosa, pode fazer toda a diferença.

Mais do que uma data simbólica, o Dia Mundial sem Tabaco deve servir como um convite à reflexão e ao autocuidado. Informação, prevenção e conscientização continuam sendo ferramentas essenciais para reduzir os impactos do tabagismo e promover mais qualidade de vida para toda a população.

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