O tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo. O cigarro está diretamente relacionado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, especialmente os de pulmão, boca, garganta, laringe, esôfago e bexiga.
Outro ponto que merece atenção é o crescimento do uso dos cigarros eletrônicos, especialmente entre os jovens. Apesar de muitas vezes serem vendidos com a ideia equivocada de serem “menos prejudiciais”, os dispositivos eletrônicos também oferecem riscos importantes à saúde.
Os cigarros eletrônicos contêm nicotina, uma substância altamente viciante, além de compostos químicos que podem provocar inflamações, lesões pulmonares e danos cardiovasculares.
Nos últimos anos, médicos têm observado um aumento significativo de jovens dependentes da nicotina por meio dos dispositivos eletrônicos, muitos deles sem nunca terem fumado cigarro convencional anteriormente. Isso preocupa especialistas em saúde pública, já que a iniciação precoce aumenta o risco de dependência e de doenças futuras.
A boa notícia é que o organismo começa a apresentar melhoras logo após a interrupção do tabagismo. Em poucas horas, já ocorre redução do monóxido de carbono no sangue e melhora da oxigenação. Com o passar dos meses e anos, diminuem os riscos cardiovasculares, respiratórios e oncológicos.
Parar de fumar, no entanto, nem sempre é um processo simples. A dependência física e emocional da nicotina pode exigir acompanhamento profissional. Por isso, buscar ajuda médica, psicológica e, em alguns casos, medicamentosa, pode fazer toda a diferença.
Mais do que uma data simbólica, o Dia Mundial sem Tabaco deve servir como um convite à reflexão e ao autocuidado. Informação, prevenção e conscientização continuam sendo ferramentas essenciais para reduzir os impactos do tabagismo e promover mais qualidade de vida para toda a população.