Ela nasceu no
Rio de Janeiro há 15 anos, mas já fincou raízes definitivamente em terras capixabas há 12. A Oppen Social, empresa de Ciência de Dados para promover o desenvolvimento social, tem 50 consultores e pesquisadores no seu time, dos quais 33 são mulheres (dois terços do total). Entre elas, Andrezza Rosalém e Ana Paula Sampaio, duas dos cinco sócios da companhia.
Desde 2014 a Oppen, cuja sede é em Vitória, realiza pesquisas de campo em todo o
Brasil. Na equipe, atuam profissionais das áreas de Economia, Estatística, Engenharia de Computação e Ciências Sociais.
Nesses últimos sete anos, foram mais de 130 mil pessoas pesquisadas em quase 4 mil municípios diferentes, de forma remota ou presencial. Muitas dessas pesquisas foram realizadas em escolas para avaliação de programas educacionais que visam trazer impactos positivos à educação no Brasil.
Ao todo, já foram feitas mais de 16 mil entrevistas por telefone, em mais de 100 projetos elaborados desde a criação da Oppen Social. Para dar suporte a essa tarefa gigantesca, a empresa conta com um time multidisciplinar com equipes remotas em várias regiões do país.
“Atuamos no mercado realizando estudos, pesquisas e projetos estratégicos em vários segmentos, com destaque para a área de impacto social. Já produzimos vários cases para clientes no Brasil e no mundo”, comemora Ana Paula, cientista social que comanda a área de pesquisa da Oppen.
Normalmente, as informações apuradas estão relacionadas às práticas diárias que impactam diretamente na aprendizagem dos estudantes. Os questionários aplicados captam dados para que possam ser mensurados quais são essas práticas e como abordá-las no contexto da pesquisa. As entrevistas são outra forma de captação de dados. Neste trabalho, são coletados os diferentes aspectos sobre gerenciamento dos diretores ou coordenadores escolares
Os clientes da Oppen Social são renomados pesquisadores de referência no Brasil, institutos e fundações interessados em entender a realidade em que vivemos e, a partir disso, transformá-la, gerando impacto em nível nacional.
Estão no portfólio da empresa instituições como a Fundação Getulio Vargas (FGV), Instituto Sonho Grande, Instituto Península, Banco Mundial, Fundação Lemann,
Findes e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), entre outras.
Aliás, por falar em Banco Mundial, a Oppen está desenvolvendo atualmente duas pesquisas com a instituição que envolve coleta de dados em 22 países e entrevistas em todo o Brasil numa amostra que envolve 3 mil pessoas.
Com a pandemia, a Oppen, como outras empresas, teve que se adaptar à nova realidade e investiu pesado no trabalho remoto. Deu tão certo que a expansão não para. A Oppen, além do Espírito Santo, tem funcionários e colaboradores atuando em São Paulo, Ceará, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e até mesmo nos
Estados Unidos.
Tantos desafios exigem uma gestão extremamente profissional da empresa, tarefa que cabe à economista Andrezza Rosalém, que foi secretária de Estado de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social e diretora-presidente do
Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). Ela é diretora da área de projetos estratégicos e responsável por grande parte da gestão interna da Oppen Social.
“Com o crescimento das demandas e do interesse de institutos e organizações interessados em tomar decisões com base em evidências, estamos aumentando consideravelmente a nossa equipe para ampliar nosso campo de atuação”, destaca Andrezza.
E o futuro da empresa, como será? Ana Paula, que não gosta de se acomodar com o sucesso atual, responde: “Somos especialistas em preencher a lacuna de pesquisa primária que envolvia uma parte fundamental do capital humano e uma das principais carências atuais no Brasil. Ainda não sabemos a demanda de amanhã, mas com certeza não seremos os mesmos”.