A Federação de Automobilismo do
Espírito Santo (Faaes) vai propor à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e às autoridades legislativas de trânsito a criação de um curso especial para condução de veículos que tenham 200 cavalos ou mais, também conhecidos como supercarros.
De acordo com o integrante e advogado da federação, Fábio Marçal, limitar a condução de veículos com pelo menos 200 cavalos pode ser justificado por diversas razões, visando a segurança viária e a prevenção de acidentes. A potência de um veículo está diretamente relacionada à sua capacidade de atingir velocidades mais elevadas, o que pode aumentar o risco de acidentes graves.
Um exemplo de acidente gravíssimo aconteceu recentemente em
Minas Gerais, no qual um condutor, que estava em um carro avaliado próximo a R$ 1 milhão, bateu em uma árvore e o velocímetro ficou travado em 250 km/h. Para Marçal, a educação no trânsito é fundamental para a preservação de vidas, fato que também é corroborado pela federação.
“Assim como no automobilismo profissional, onde os pilotos passam por treinamento especializado e obtêm licenças específicas, poderia ser implementado um sistema semelhante para motoristas que desejam operar os superveículos. Isso permitiria que indivíduos com habilidades avançadas e treinamento apropriado continuassem a conduzir esses veículos de alta potência de maneira segura”, ponderou o jurista.
O presidente da Faaes, Robson Duarte, ressaltou que com o avanço da tecnologia, os veículos, em sua maioria importados acima de 200 cavalos, atingem velocidades superiores a 200 km/h: “Isso associado ao despreparo dos condutores tem causados acidentes de grandes proporções, com aumento de óbitos", adverte.
A proposta será levada para apreciação da CBA e das autoridades, para que seja levantada a possibilidade de sugestão de um projeto de lei. “Não queremos onerar o cidadão e nem as autoescolas. Lembramos que a vida não tem preço. E precisamos capacitar quem está no trânsito, que mata tanto ou mais que os homicídios em diversas cidades brasileiras e essa realidade também não é diferente no Espírito Santo”, explicou o advogado.