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Leonel Ximenes

EUA têm mais mortes por Covid do que na 2ª Guerra e no Vietnã juntos

País atingiu a marca de 500 mil óbitos na noite desta segunda-feira (22), mas o índice de contaminação começa a diminuir

Publicado em 22 de Fevereiro de 2021 às 19:34

Públicado em 

22 fev 2021 às 19:34
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Biden, candidato democrata à presidência dos EUA, fala sobre a eleição presidencial de 2020 em Wilmington, Delaware
Presidente Biden estimula o uso de máscara, o distanciamento social e a vacinação Crédito: Reuters/Folhapress
A confirmação oficial chegou às 18h50 (horário de Brasília) desta segunda-feira (22): segundo a Universidade Johns Hopkins, os EUA atingiram a triste marca de 500 mil mortes pela epidemia do novo coronavírus. O número é superior ao número de mortes de americanos na Segunda Guerra Mundial (405.399) e na Guerra do Vietnã (58.300) juntas: total de 463.699.
Líder mundial nas estatísticas, os EUA têm mais de 24 milhões de casos de Covid. O Brasil tem 10.168.174 contaminados e 246.504 óbitos pela doença. Os EUA têm 329,2 milhões de habitantes, enquanto o Brasil tem em torno de 212 milhões.
De acordo com os números da agência AP, ao atingir 500 mil, o número de mortos por Covid-19 desde o início da pandemia nos EUA já supera o de pessoas que morreram no país em 2019 de doenças respiratórias crônicas, acidente vascular cerebral, doença de Alzheimer, gripe e pneumonia combinados.
Apesar da tragédia americana, a vacinação começa a avançar no país, estimulada pelo presidente democrata Joe Biden, que assumiu o governo há pouco mais de um mês. Segundo o jornal New York Times, mais de 61 milhões de pessoas foram vacinadas no país, cerca de 13% da população elegível para ser imunizada. Com isso, o país registrou queda de 44% na média móvel de novos casos e de 35% na média de mortes. O antecessor de Biden, o republicano Donald Trump, foi acusado de não ter sido eficiente no combate à pandemia no seu país.
O Brasil, por sua vez, aplicou apenas 6.950,802 doses, aproximadamente 2,8% da população. E em algumas capitais, a vacinação está sendo interrompida por falta de imunizantes.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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