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Leonel Ximenes

Especialista alerta sobre técnica para aumentar órgão sexual masculino

Procura pelo procedimento aumentou nos últimos anos no Espírito Santo; é preciso escolher um profissional habilitado para não ter problemas

Publicado em 17 de Março de 2023 às 02:11

Públicado em 

17 mar 2023 às 02:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

O procedimento é realizado em consultório com anestesia local e é considerado seguro por ser minimamente invasivo e ter a possibilidade de reversão
O procedimento é realizado em consultório com anestesia local e é considerado seguro por ser minimamente invasivo e ter a possibilidade de reversão Crédito: Shutterstock
Para muitos homens, tamanho é documento. E é em busca de mais volume no órgão genital que muitos têm recorrido ao preenchimento íntimo. Especialistas afirmam que, de cinco anos pra cá, a procura aumentou em 80%.
O procedimento é realizado com ácido hialurônico (HA) corporal, um preenchedor específico para alterar os ângulos corporais, biocompatível com o corpo. O produto tem durabilidade média de dois anos, garantida pelo fabricante, e o efeito volumizador dura cerca de um ano e meio.
“O preenchimento íntimo masculino visa a remodelar o órgão genital para aumentar o tamanho com fim estético e sem alterar a função. Tem-se como resultado um ganho de três a quatro centímetros de espessura e de um a dois centímetros de comprimento”, descreve o biomédico e professor universitário Gustavo Carlete.
O especialista destaca que o ácido hialurônico usado no preenchimento íntimo, o corporal, é específico e tem particularidades em relação ao preenchedor facial.
“O corporal ‘puxa’ água do tecido para a molécula do preenchedor, promovendo o aumento do tamanho da massa do preenchimento, ganhando mais volume final em duas semanas após a aplicação”, explica o biomédico especialista em prescrição avançada de nutracêuticos, nutricosméticos e ortomoleculares e residente em harmonização facial na Academia de Lisboa, em Portugal (Lisbon Dentistry Academy).
Mas é preciso que sejam observados alguns cuidados antes de se realizar a técnica. O paciente precisa passar por uma consulta para verificar se há indicação para o preenchimento.
"“É muito importante que a pessoa faça com quem tem qualificação para realizar tal procedimento. Os riscos da aplicação malfeita vão de deformações a infecções leves, podendo evoluir para graves, e perda de função do órgão"
Gustavo Carlete - Biomédico e especialista no procedimento
O procedimento é realizado em consultório com anestesia local e é considerado seguro por ser minimamente invasivo e ter a possibilidade de reversão. A recuperação é rápida e a pessoa pode retornar às atividades no mesmo dia da aplicação.
“Apesar de a técnica existir há alguns anos, o preenchimento íntimo masculino é o procedimento da moda. Inclusive foi o principal tema do último IMCAS World Congress, maior congresso de estética do mundo, que foi realizado em janeiro, em Paris, na França. De uns cinco anos pra cá a procura aumentou muito. No meu consultório cresceu em torno de 80%”, destacou Carlete.
O biomédico Gustavo Carlete destaca que o procedimento não é recomendado para quem tem doenças crônicas que dificultam a cicatrização (diabetes sem controle), problemas de circulação e pressão arterial
O biomédico Gustavo Carlete destaca que o procedimento não é recomendado para quem tem doenças crônicas que dificultam a cicatrização (diabetes sem controle), problemas de circulação e pressão arterial Crédito: Divulgação
Os benefícios do preenchimento íntimo masculino vão desde a melhora no desempenho sexual até a autoestima. O gasto para se submeter ao procedimento varia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.
“Melhorou muito minha autoestima e confiança. Ficou melhor do que imaginava. Valeu muito a pena e recomendo o procedimento. A recuperação é tranquila, basta seguir as recomendações do profissional, no meu caso o dr. Gustavo”, destacou um paciente de 34 anos que realizou o procedimento recentemente.
O biomédico Gustavo Carlete destaca que o procedimento não é recomendado para quem tem doenças crônicas que dificultam a cicatrização (diabetes sem controle), problemas de circulação e pressão arterial. O paciente também deve escolher um profissional que tenha especialização e permissão necessária para realizar tal técnica, o que pode ser consultado via registro profissional (CRBM, CRM e CRF) no site do órgão de classe.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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