Depois de 11 anos de espera, finalmente serão inauguradas, no dia 7 de dezembro, as novas instalações da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Paulo Reglus Neves Freire, em Inhanguetá, em Vitória. Ou simplesmente Escola
Paulo Freire, o maior e mais famoso educador do país, mas que é alvo da ira de alguns grupos de direita e de extrema direita.
Atualmente a escola funciona em local provisório atendendo 433 alunos, sendo 11 turmas pela manhã e 11 à tarde. Com o novo prédio, serão 14 turmas em tempo integral atendidas na unidade de ensino.
A obra, reiniciada pela última vez em março do ano passado, custou R$ 5,4 milhões. O novo prédio tem, entre outros equipamentos, 14 salas de aula,uma sala de recursos multifuncionais, laboratório de informática, biblioteca, pátio coberto e descoberto, mesas de jogos, refeitório, cozinha, salas de dança, música, ciência, artes, vídeo e auditório para 132 lugares e duas quadras, uma poliesportiva e uma de vôlei.
A construção da Emef
Paulo Freire parece um roteiro de novela sem fim. Segundo a
Prefeitura de Vitória, a área da unidade escolar foi desapropriada em 2010 e a primeira etapa foi iniciada em outubro de 2011. Mas, em dezembro de 2015, a empresa que venceu a licitação assinou a rescisão do contrato de forma amigável.
Após nova licitação, a segunda etapa da obra teve início em maio de 2017. Por problemas na execução do empreendimento, ainda segundo a PMV, houve a rescisão unilateral do contrato em agosto de 2018.
Em dezembro de 2019, um novo orçamento foi concluído em função da necessidade de revisão de projeto e reforço estrutural devido à exposição da estrutura metálica ao tempo.
O orçamento foi atualizado em agosto de 2020. Em setembro de 2020, a licitação foi aberta. Em janeiro de 2021, a licitação da construção da terceira etapa foi concluída e a obra reiniciada em março. Segundo o
prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), essa é um das obras no Estado que estava há mais tempo atrasada.
Finalmente
Paulo Freire tem uma escola com seu nome à altura da sua grandeza.