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Leonel Ximenes

Depois de 9 anos, missa em latim sai de igreja e vai para capela no ES

Alegando risco à saúde, Arquiconfraria  que administra a Igreja São Gonçalo não permitiu mais que os fiéis tradicionalistas celebrassem o rito no templo

Públicado em 

31 ago 2020 às 16:12
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Fiéis acompanham Missa Tridentina na Capela Santa Luzia, novo local da celebração tradicional
Fiéis acompanham Missa Tridentina na Capela Santa Luzia, novo local da celebração tradicional Crédito: Márcio de Oliveira Jorge
Os fiéis que frequentam semanalmente a Missa Tridentina, em Vitória, já estavam se preparando para comemorar, no ano que vem, os 10 anos da tradicional missa em latim na Igreja São Gonçalo, mas tiveram uma surpresa: a Arquiconfraria de Nossa Senhora da Boa Morte e Assunção, que administra o templo na Cidade Alta, não permitiu mais que a celebração fosse realizada no local. Diante do impasse, a Arquidiocese de Vitória cedeu a Capela Santa Luzia, na mesma região, para a celebração adotada antes do Concílio Vaticano II.
O problema é que alguns fiéis tradicionalistas reclamam que a Santa Luzia é uma capela pequena e não consegue abrigar as cerca de 200 pessoas que frequentavam a Missa Tridentina nas manhãs de domingo na Igreja São Gonçalo. Além disso, segundo apontam, não há mais espaço para o coral na capela. “Se agora for colocar coral, não teremos espaço para os fiéis”, lamenta um ex-seminarista.
Neste domingo (30), foram realizadas pela manhã as duas primeiras missas pré-conciliares na Capela Santa Luzia, também na Cidade Alta, que pode receber até 70 pessoas. Mas, por causa da pandemia de Covid-19, apenas 30 podem participar de cada uma das celebrações, mediante inscrição pela internet.
No início, o monsenhor Adwalter Carnielli, da Arquidiocese de Vitória, foi o sacerdote designado para presidir a celebração em latim na qual o padre fica de frente para o altar (Versus Deum), mas a partir de 2017 o rito passou a ser responsabilidade de padres da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.
Missa Tridentina na Capela Santa Luzia, novo local da celebração tradicional
Padre celebra a missa em latim de frente para o altar Crédito: Márcio de Oliveira Jorge

O QUE DIZ A CONFRARIA

Vice-provedor da Arquiconfraria, Rogério Nonato diz que interrompeu as missas na Igreja São Gonçalo em razão da pandemia do novo coronavírus. “Até o fim deste ano, por causa da pandemia, a igreja não terá atividades litúrgicas. Precisamos salvaguardar a saúde de todos”, afirma Nonato, que é médico infectologista.
Ele não quis adiantar se as Missas Tridentinas voltarão à São Gonçalo após a pandemia de Covid-19. “Não sei, vamos ver como será a programação. Enquanto não houver vacina, é muito perigoso, temos que resguardar os fiéis”. Para ele, a decisão de deixar o templo histórico, de 317 anos, foi dos fiéis do rito tridentino. “Eles quiseram sair da igreja porque queriam continuar a celebrar as missas tridentinas.”

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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