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Leonel Ximenes

Conheça as 13 cidades onde não houve mortes no trânsito no ES

Dois municípios do interior do Espírito Santo estão entre os mais letais para motoristas, passageiros e pedestres

Públicado em 

16 jun 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

O Corolla e a caminhonete bateram de frente e uma pessoa morreu em Ibiraçu
Acidente com morte de uma pessoa em Ibiraçu Crédito: Divulgação/PRF
A violência no trânsito no Espírito Santo tem assolado a maioria dos municípios capixabas, provocando mortes. Levantamento realizado pelo advogado criminalista e especialista em segurança pública Fábio Marçal, a partir de dados do Detran-ES, demonstra que somente 13 das 78 cidades do Estado não tiveram óbitos nas vias, considerando o período entre janeiro e abril deste ano.
As cidades poupadas dessa verdadeira guerra são: Águia Branca, Alfredo Chaves, Apiacá, Atílio Vivácqua, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Castelo, Dores do Rio Preto, Irupi, Itaguaçu, Mantenópolis, Muniz Freire e São Domingos do Norte.
“Como fator coincidente, esses municípios têm população mais reduzida e menores trechos de rodovias que cortam essas cidades. Torcemos para que essa tendência se mantenha, para evitar que vidas sejam ceifadas precocemente”, explicou Marçal.
Contudo, na outra ponta, as cidades líderes de mortes no trânsito inspiram preocupação, que são Colatina, São Mateus e Vitória, cada uma com 15 ocorrências.
“Historicamente, Colatina e São Mateus têm altos índices de mortes no trânsito em função das rodovias, sejam estaduais ou federais, que passam pelas cidades. Há gargalos de duplicação e muitos problemas com imprudência. Já Vitória, por ser o principal corredor da região metropolitana, tem maiores possibilidades de acidentes, mesmo com todas as campanhas feitas pelas autoridades estaduais e municipais”, disse o especialista.
Marçal defende como elemento fundamental para preservar vidas a educação. Para ele, é necessário realizar campanhas junto a motoristas e pedestres, bem como ações nas escolas para conscientizar a população.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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