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Economia

O Espírito Santo apareceu no mapa

Quem não se comunica se trumbica, já dizia Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Quem não se mostra não atrai a atenção para as suas qualidades e não entra no radar dos possíveis destinos dos investimentos

Publicado em 19 de Junho de 2022 às 01:00

Públicado em 

19 jun 2022 às 01:00
Léo de Castro

Colunista

Léo de Castro

No início de junho, o Espírito Santo iniciou um movimento importante para atrair investimentos de todo o país: o Estado foi apresentar as suas potencialidades em São Paulo. Podemos dizer que foi o começo de um roadshow que precisamos adotar de forma sistemática, para que investidores do Brasil e do mundo possam conhecer as potencialidades capixabas em todas as suas frentes.
Estão de parabéns o Bandes e a Apex Partners, que se uniram para colocar de pé o fórum empresarial BuyES, em plena Faria Lima, endereço ícone do mercado financeiro brasileiro, num auditório lotado, com cerca de 200 empresários e os principais players da indústria, inovação e do mercado de fundos de investimento de São Paulo.
Há tempos eu e várias outras lideranças empresariais do Estado temos apontado a necessidade de mostrarmos para os investidores externos todo o potencial do Espírito Santo, uma obra construída ao longo dos últimos 20 anos, começando pela convivência republicana e harmônica entre o poder público e o setor privado.
O evento foi muito bem organizado, com apresentações objetivas e relevantes feitas pelo governo do Estado, relatos de empresários que há anos já investem no Estado, apresentação de startups já maduras que avançam para além das fronteiras capixabas e finalizado com uma apresentação do trabalho da sociedade civil, em especial a Findes, o ES em Ação e o hub Base27, em favor da evolução do Espírito Santo.
Tive a oportunidade de participar de um dos painéis, na condição de vice-presidente da Fibrasa, juntamente com os empresários Renan Chieppe, presidente do Grupo Águia Branca, e Ada Mota, fundadora da Adcos.
Destacamos a importância de sermos beneficiados pela localização geográfica privilegiada, próxima aos grandes centros do Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, com incentivos fiscais estaduais e da Sudene. Ressaltei que o Brasil merece descobrir o Espírito Santo e as suas potencialidades.
O Estado trabalha com premissas estratégicas relacionadas com o setor produtivo, como competitividade, justiça, inovação, desenvolvimento regional e sustentabilidade.
Quem não se comunica se trumbica, já dizia Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Quem não se mostra não atrai a atenção para as suas qualidades e não entra no radar dos possíveis destinos dos investimentos. E investimento traduz-se em oportunidades de trabalho, evolução do padrão cultural, aumento da diversidade da economia, maior remuneração, geração de impostos, enfim, algo que dialoga diretamente com o bem-estar da sociedade.
Somos um Estado com muitas vantagens competitivas, que foram destacadas no fórum, entre elas equilíbrio financeiro, capacidade de investimento, segurança jurídica, educação de qualidade, longevidade, qualidade de vida, segurança pública e o fundo soberano.
Um dos grandes destaques foi justamente o chamado Fundo de Investimento em Participações (FIP), fundo na modalidade venture capital multiestratégia, o maior da categoria no país. Com aporte inicial de R$ 250 milhões, provenientes de receitas do petróleo e gás, o FIP vai permitir a atração de novos negócios, mirando preferencialmente setores como tecnologias da informação e comunicação; nanotecnologia; varejo e comércio eletrônico; economia digital; energias renováveis; transporte e logística, entre outros.
Se não nos mostrarmos, ninguém nos verá.
As empresas, quando vão abrir capital, montam os seus roadshows. O governo federal, na busca por investidores para infraestrutura, roda o mundo mostrando seu potencial e atratividade. É assim que funciona o mundo.
Precisamos sistematizar essa prática e profissionalizá-la cada vez mais, mostrando que o capital é muito bem-vindo ao Espírito Santo, onde o empreendedorismo é valorizado.
Somos um Estado que respeita contratos, que abre oportunidades para modalidades como PPPs, que está aberto a proposições e que quer ser sócio ativo em investimentos. É um Estado que de fato apoia o empreendedor em sua jornada em busca do sucesso.
Esperamos que este seja somente o primeiro movimento de uma série de outros que virão. O Bandes, agora repaginado, com uma gestão mais moderna, mostra-se muito ativo nesse propósito.
A Sectides (Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Desenvolvimento Econômico) também está consorciada nesse esforço, e os líderes políticos e empresariais do Estado certamente estarão juntos nessa missão. Que venham novos eventos para vender o Espírito Santo e atrair investidores, gerando novas oportunidades para todos os capixabas!

Léo de Castro

Empresario, vice-presidente da CNI e presidente do Copin (Conselho de Politica Industrial da CNI). Foi presidente da Findes. Neste espaco, aborda economia, inovacao, infraestrutura e ambiente de negocios.

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