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Economia

Lógica das startups abraça mudança e descarta verdades cristalizadas

No Espírito Santo, temos uma primeira experiência com esse conceito, um hub para impulsionar a inovação na cadeia da engenharia e da construção

Publicado em 18 de Outubro de 2020 às 06:00

Públicado em 

18 out 2020 às 06:00
Léo de Castro

Colunista

Léo de Castro Léo de Castro
Ambiente inovador das startups traz ganho adicional para os investidores
Ambiente inovador das startups traz ganho adicional para os investidores Crédito: tirachardz/ Freepik
A expressão “Smart Money”, ou dinheiro inteligente, foi muito difundida pelo livro homônimo do investidor João Kepler, de 2018. No livro, Kepler observa que o melhor investidor para uma startup é o que aporta o capital, mas junto também aporta mentoria, networking e insights sobre o modelo de negócio. É o chamado “Smart Money”, dinheiro com valor agregado.
Na outra mão, a jornada empresarial tem mostrado que, para o investidor de startups, há também um ganho adicional, além do retorno financeiro. Ao se conectar com esse ambiente inovador, o investidor acaba vivenciando uma abordagem empreendedora totalmente diferente. E ele transfere esse aprendizado para seus negócios tradicionais: o “Smart Money” leva ao “Smart Learning”.
A lógica das startups é diferente: o modelo parte do zero, sem as “verdades” cristalizadas de empresas convencionais. Elas aceitam mudanças radicais sem grandes resistências, relacionam-se com concorrentes de forma cooperativa e redesenham processos com uso intensivo de tecnologia.
No Espírito Santo, temos uma primeira experiência com esse conceito, que nasce com muita potência: é o projeto Base27, um hub para impulsionar a inovação na cadeia da engenharia e da construção, que tem como valores colaboração, diversidade, mente aberta e engajamento.
Criado há apenas 6 meses, o hub já conta com mais de 20 empresas tradicionais, como Timenow, CBL, (QI)3, Econservation, Galwan, Imetame e Brametal. Muitas já decidiram que vão mudar a sua sede física para o hub. Elas investirão nas startups selecionadas para se desenvolverem ali, conviverão ativamente com elas, em uma experiência enriquecedora.
O investidor Wilson Calmon, do conselho consultivo do novo hub, diz que em poucos meses teve dezenas de insights na sua empresa: “Só neste ano já tivemos mais de 50 iniciativas propostas e em implantação, de papel zero a uso de inteligência artificial”.
Outros setores poderiam se inspirar nessa iniciativa, como os de saúde, financeiro e rochas. Podem surgir daí novas healthtechs, fintechs, foodtechs ou stonetechs. Seria ótimo para os setores e para todo o ecossistema de inovação que se fortalece no Espírito Santo.
As empresas tradicionais devem utilizar a sua história e sua escala para construir um trampolim, aliando-se a startups, modernizando-se e assim surfando a onda das infinitas oportunidades que estão surgindo. O Smart Learning é o caminho.

Léo de Castro

Léo de Castro Léo de Castro

Empresário, vice-presidente da CNI e presidente do Copin (Conselho de Politica Industrial da CNI). Foi presidente da Findes. Neste espaço, aborda economia, inovação, infraestrutura e ambiente de negócios

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