Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Economia

Máquina estatal deve enxergar o empresário como aliado, não como uma presa

Precisamos de um Estado pró-empreendedor, que facilite os novos investimentos e a expansão orgânica dos já existentes, e não de um Estado focado em dificultar, punir e cercear o empreendedorismo

Públicado em 

06 set 2020 às 05:00
Léo de Castro

Colunista

Léo de Castro

Empreendedorismo
Empresário é um aliado a ser incentivado a ampliar seus negócios e gerar mais renda. Crédito: Divulgação
Há um debate no país hoje sobre o valor e a fonte de financiamento para o programa Renda Brasil, sucessor do Bolsa Família. Sofremos com uma histórica desigualdade social, os menos favorecidos precisam de fato de uma política assistencial, mas é sempre bom lembrar Ronald Reagan, que nos anos 80 afirmou com toda razão que o melhor programa social é o emprego. Atualmente, podemos dizer que é a renda: para além do socorro assistencial imediato, o país precisa facilitar o empreendedorismo.
Para criar um ambiente favorável aos negócios e à geração de renda, o Estado brasileiro – incluindo os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e o Ministério Público em todas as esferas da administração – precisa passar por uma ampla reforma, para que o setor público deixe de ser um empecilho à livre iniciativa.
Precisamos de um Estado pró-empreendedor, que facilite os novos investimentos e a expansão orgânica dos já existentes, e não de um Estado focado em dificultar, punir e cercear o empreendedorismo.
A mudança depende de reformas na legislação e também na mentalidade da administração pública. Ela demanda um novo mindset do gestor. A reforma administrativa parece ter voltado à agenda do governo e do Congresso, o que é um ótimo começo.
Reformas estruturantes devem passar como um trator sobre a burocracia. O licenciamento ambiental, por exemplo, hoje é regido por cerca de 27 mil normas federais e estaduais e pode levar mais de 6 anos. Ele deve ser simplificado, com prazos razoáveis e regras mais claras, para possibilitar decisões empresariais – mesmo um não é uma resposta para direcionar planejamentos.
A máquina estatal deveria enxergar o empresário não como uma presa a ser perseguida e tributada, e sim como um aliado a ser incentivado a ampliar seus negócios e gerar mais renda.
O setor público deveria ter metas empreendedoras anuais, como por exemplo: número de empresas abertas, licenciamentos realizados, regularizações concluídas, investimentos atraídos. Um Estado pró-empreendedor foca no ativismo para ajudar a “dar certo” e valoriza o empresário como um agente fundamental para o desenvolvimento.
Programas de renda mínima são essenciais para superarmos a extrema pobreza, mas devemos pavimentar caminhos para facilitar a geração de renda. Só o trabalho garante a genuína realização pessoal e o verdadeiro desenvolvimento da nação.

Léo de Castro

Empresário, vice-presidente da CNI e presidente do Copin (Conselho de Política Industrial da CNI). Foi presidente da Findes. Neste espaço, aborda economia, inovação, infraestrutura e ambiente de negócios.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Cetaf perde para Tatuí e entra na lanterna da Liga Ouro de basquetec
Imagem de destaque
Novos documentos mostram "contabilidade" do esquema de tráfico com policial do Denarc
Imagem de destaque
Estudo orienta inclusão de todos os municípios do ES na área da Sudene

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados