Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Indústria

Chega de Custo Brasil! País precisa de mais competitividade

A diferença agora é que ele foi quantificado e tornou-se uma agenda prioritária do governo federal, que criou um programa para reduzi-lo, o Programa de Melhoria Contínua da Competitividade

Publicado em 09 de Agosto de 2020 às 05:00

Públicado em 

09 ago 2020 às 05:00
Léo de Castro

Colunista

Léo de Castro Léo de Castro
Indústria metalúrgica foi a que apresentou maior retração na comparação com abril de 2019
Brasil continua em penúltimo lugar em ranking de competitividade de 18 países Crédito: Divulgação Imetame
Léo de Castro é o mais novo colunista de A Gazeta. Ele passa a escrever quinzenalmente aos domingos.
Estudo divulgado pela CNI no final de julho mostrou que o Brasil continua em penúltimo lugar em ranking de competitividade de 18 países com economias de características similares. Ganhamos apenas da Argentina. Há anos o Brasil está estagnado nesse ranking. Um dos fatores que mais nos prejudica é a tributação. Não por acaso, esse é também um dos maiores fardos do chamado Custo Brasil, que é o custo adicional de se empreender aqui, em relação a demais nações.
O Custo Brasil foi quantificado em R$ 1,5 trilhão, ou 22% do PIB, em levantamento feito no ano passado pelo governo federal. O estudo apresenta uma comparação do custo médio de se produzir no Brasil em relação a países da OCDE, considerando 12 elementos, sendo que 5 concentram cerca de 80% desse entrave para a produtividade e a competitividade do país. São eles: honrar tributos, considerando a alta carga e a complexidade tributária; empregar capital humano; infraestrutura; financiar um negócio, e atuar em ambiente jurídico eficaz.
A complexidade tributária é um capítulo à parte: no Brasil, as empresas gastam em média 1,5 mil horas por ano para organizar o pagamento de seus impostos. A média da OCDE é de 161 horas.
O Custo Brasil vem sendo debatido há décadas. A diferença agora é que ele foi quantificado e tornou-se uma agenda prioritária do governo federal, que criou um programa para reduzi-lo, o Programa de Melhoria Contínua da Competitividade. Esse custo adicional tira a competitividade dos produtos, torna-os mais caros para a população e impede a geração de empregos. Se é tão ruim, quem está ganhando? A classe política deve enfrentar essa agenda, que trará benefícios a toda a população, com urgência.
Reduzi-lo deve ser a prioridade de nossas lideranças políticas. Há uma extensa agenda em debate no país que pode ajudar a melhorar a nossa competitividade, como a nova Lei do Gás, o novo marco das ferrovias, a reforma tributária, as desestatizações e privatizações. Diante da dimensão dos desafios que enfrentamos, está mais do que na hora de passar do debate à ação, para implementar essas mudanças. Temos urgência, o país precisa voltar a crescer e gerar empregos.

Léo de Castro

Léo de Castro Léo de Castro

Empresário, vice-presidente da CNI e presidente do Copin (Conselho de Politica Industrial da CNI). Foi presidente da Findes. Neste espaço, aborda economia, inovação, infraestrutura e ambiente de negócios

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 25/07/2026
Imagem BBC Brasil
A inteligência artificial vai ajudar você no trabalho ou roubar seu emprego? Veja os cargos mais afetados
Evento do PL em Vitória com Flávio Bolsonaro
A corrida de Flávio Bolsonaro pelo voto feminino e os tropeços no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados