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Saúde

Solidão: como combater essa doença tão atual?

Extensos achados em epidemiologia, neurociência e psicologia convergem para as mesmas conclusões: conexão social é preditora de longevidade e melhor saúde física, mental e cognitiva

Públicado em 

08 jun 2023 às 00:10
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

O medo da solidão que nos devolve a um desconhecido começo de tudo
O medo da solidão que nos devolve a um desconhecido começo de tudo Crédito: Artem Kovalev/Unsplash
No início de maio, o New York Times publicou um longo comentário sobre uma recomendação formal do mais graduado médico dos EUA, o “Surgeon General”. Pela primeira vez na história, um documento de saúde pública aborda formalmente os efeitos curativos das conexões sociais no tratamento da epidemia de solidão e isolamento.
De acordo com pesquisas feitas lá nos EUA, um em cada dois americanos sente solidão e isolamento. São situações que têm ocorrido em todo o mundo, aqui também, e se agravaram com a pandemia. Pior, o agravamento da polarização política aumentou o isolamento, dividindo as famílias e amizades em tribos. A solidão é mais prevalente que diabetes e obesidade. Curioso que as pesquisas mostram que apenas uma em cada 5 pessoas muito solitárias percebe que isso é um problema.
Extensos achados em epidemiologia, neurociência e psicologia convergem para as mesmas conclusões: conexão social é preditora de longevidade e melhor saúde física, mental e cognitiva, enquanto isolamento e solidão são preditores de morte prematura. Existe comprovadamente risco maior de doença cardíaca e acidente vascular cerebral nas pessoas muito solitárias. A solidão e o isolamento trazem risco maior do que fumar 15 cigarros por dia, ou beber 5 doses por dia ou mais que obesidade e sedentarismo, causas conhecidas de perdas de vida. Uma preocupação adicional é que essas mesmas pesquisas mostram que a solidão está mais frequente em jovens do que em adultos com mais de 65 anos.
A principal autoridade médica americana, Dr Vivek Murthy, conclama: “Tire 15 minutos do seu dia e faça contato com aquele amigo que não vê há algum tempo!”.
Um amigo chama ao telefone? Tente atendê-lo, não tenha pressa de finalizar a conversa. Dê preferência a contatos presenciais sempre que possível. A humanidade passou a existência interagindo com mímica, linguagem corporal expressões faciais, que não são expressas adequadamente na linguagem do wapp.
Tenham cuidado com a dependência dos telefones celulares, limitem seu uso quando em reuniões familiares, deixem longe da mesa de refeições. Enfim retomar ou criar conexões sociais é tão importante quanto ter atividade física e alimentação saudável. Esquecer mais o celular e as redes sociais e interagir com amigos e conhecidos traz vida de melhor qualidade.

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doenças Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaço quer refletir sobre saúde e qualidade de vida na pandemia.

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