Aqueles que têm prazer em ensinar e estudar a história dos povos afirmam que o século XIX teve uma forte influência europeia, em especial da Inglaterra e da França. O século XX foi americano, especialmente após a Segunda Guerra Mundial, quando o “american way of life” foi produto de exportação, para o bem ou para o mal, com Hollywood e “fast food”.
Muitos entendem que o século XXI será asiático. Afinal, mais de 50% da população mundial está na Ásia e são de lá as economias que mais crescem atualmente. A Coreia do Sul é um dos países com telefonia 5G mais bem disseminada, sendo possível fazer download de um filme inteiro em instantes. Na China, que inventou o papel moeda, este está prestes a ser “aposentado”: todos os pagamentos se fazem com aplicativos de celular.
Se fecharmos os ouvidos para as narrativas de bode expiatório, foram os países da Ásia os que melhor lidaram até agora com a Covid-19. Na China ocorreram pouco mais de 3 mortes por milhão de habitantes. Em consequência de sua disciplina férrea no controle da doença, as economias asiáticas sofreram menos. A locomotiva chinesa já puxa a Ásia morro acima. O Brasil tem 600 mortes por milhão de habitantes, situação semelhante à dos EUA.
Nossa economia só não está pior porque o governo federal despejou bilhões de reais “de helicóptero”, de um auxílio emergencial necessário, mas de controles frouxos, que aprofundou a crise fiscal do país. A alta do dólar e a fuga de capitais da Bolsa bem o mostram.
No Espírito Santo, estamos atravessando desde pouco depois dos feriados da Semana da Pátria uma nova marola de casos de Covid, em consequência de uma “fadiga de confinamento”, que, por ter sido malfeito, é impossível de ser prolongado indefinidamente. Toda uma população suscetível está sendo rapidamente exposta. Estamos assistindo a uma explosão de casos, atendimentos, pedidos de exames, idas a serviços de emergência com algum estresse de novo nos serviços de saúde.
A boa notícia é que as mortes continuam em queda, seja porque ocorreu uma curva de aprendizado no manejo da doença, seja porque a grande maioria de contaminados é de jovens. Esse fenômeno se repete na Europa e nos EUA. São os adultos jovens de 20 a 40 anos as principais faixas acometidas. O problema é que essas pessoas têm contato com grupos de risco e idosos que podem ter manifestações mais graves e risco real de vida. Ainda não acabou...