Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Saúde

Investir na higiene do sono dá retorno: uma vida melhor

A privação crônica de sono está associada a ganho de peso, diabetes, pressão alta e síndrome metabólica. Algumas pesquisas mais recentes associam a falta de sono a maior risco de doenças infecciosas e resposta menor às vacinas

Publicado em 21 de Abril de 2022 às 02:00

Públicado em 

21 abr 2022 às 02:00
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto Lauro Ferreira Pinto
Aprendi, após uma experiência pessoal de enfrentar apneia do sono, a valorizar mais o impacto de dormir bem na performance diária e na qualidade da saúde. A tensão da vida moderna, a rotina corrida das grandes cidades, o trânsito, os comes e bebes tardios e longos, as telas gigantes e barulhentas nas salas de estar não são muito compatíveis com o relaxamento desejável para um sono tranquilo.
A privação crônica de sono está associada a ganho de peso, diabetes, pressão alta e síndrome metabólica. Algumas pesquisas mais recentes associam a falta de sono a maior risco de doenças infecciosas e resposta menor às vacinas. O desempenho no trabalho e a rotina diária também são afetadas.
Acidentes no trabalho e acidentes de trânsito podem ter relação com sono de má qualidade ou escasso. “Drowsy driving”, ou direção sonolenta, é responsável por 21% dos acidentes de carro fatais nos Estados Unidos, o que representou mais de 8.100 vidas perdidas em rodovias americanas em 2020. No Brasil não é diferente. Nossa organização social também exige que vários serviços funcionem 24 horas por dia, 7 dias na semana, o que implica no trabalho noturno e esgarçamento do ritmo circadiano normal para muitos trabalhadores.
Uma saída simples e acessível é representada pelas pílulas de dormir! É absurda a prescrição de benzodiazepínicos no país, o que aumenta com a idade do usuário. Embora possam ser úteis em situações pontuais, o uso crônico de pílulas de dormir se associa à dependência, pode induzir depressão, alterações cognitivas e risco de quedas à medida que as pessoas envelhecem.
É mais trabalhoso e mais seguro investir na higiene do sono: tentar dormir e acordar nos mesmos horários, inclusive nos finais de semana; evitar cafeína, álcool ou outros estimulantes próximo ao horário de dormir; praticar atividade física regular; trocar as telas e brilhos de celulares por um bom livro; buscar ambientes escuros e não barulhentos para a noite.
Enfim, até aplicativos existem para orientar um bom sono, além, é claro, de profissionais especializados que se dedicam a esse estudo. Técnicas de meditação e relaxamento podem ser úteis. Dormir adequadamente é o primeiro passo indispensável para viver bem e melhor!

Lauro Ferreira Pinto

Lauro Ferreira Pinto Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doenças Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaço, reflete sobre saúde e qualidade de vida

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Veja o que se sabe sobre o suposto show da Shakira no Kleber Andrade
Shakira no ES? Veja o que se sabe sobre o suposto show da cantora no Kleber Andrade
Imagem de destaque
Ataque de abelhas termina em morte em lagoa de Marilândia
Imagem de destaque
Estouro da bolha de IA? Por que ações da Alphabet, dona da Google, tiveram maior queda da história

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.