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Movimento empresarial

O grande feito do ES em Ação

A qualidade dos projetos e o empenho em realizá-los torna possível afirmar, sem medo de errar, que o movimento contribuiu positivamente em boa parte das conquistas alcançadas pelo Espírito Santo nos últimos 20 anos

Publicado em 12 de Julho de 2024 às 02:15

Públicado em 

12 jul 2024 às 02:15
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

Os fundadores do movimento empresarial ES em Ação foram, com justiça, homenageados pelo Governo do Estado com a comenda Jerônimo Monteiro no grau Grã-Cruz, a mais alta honraria concedida a uma pessoa por trabalhos prestados ao Espírito Santo.
Nas homenagens, duas foram concedidas in memorian: as destinadas a Carlos Lindenberg Filho e a Sérgio Rogério de Castro. O movimento completou, no ano passado, 20 anos de atuação e foi homenageado pela sua participação no processo de reconstrução ética do Estado e o legado deixado no desenvolvimento capixaba.
Quem acompanhou a trajetória do ES em Ação, como eu, pode atestar que a homenagem é mais do que merecida. Basta lembrar que o movimento foi criado em 2003, um dos períodos mais conturbados da história do Estado. Na época o Espírito Santo tinha acabado de eleger Paulo Hartung governador e a sua bandeira da reconstrução política do Estado já que, há mais de uma década, a sociedade capixaba convivia com uma crise institucional de grandes proporções com origem na dominação de um grupo político na Assembleia Legislativa com ramificações no Tribunal de Contas.
Sucessivos governos tinham sido vítimas desse esquema de dominação política que continuava agindo objetivando se perpetuar no poder. Quatro anos antes, em 1998, a OAB-ES, sob a batuta de Agesandro da Costa Pereira, já tinha criado o Fórum Reage ES para mobilizar a sociedade capixaba no “combate ao crime organizado, na defesa dos direitos humanos, na defesa do Estado democrático de direito e contra a impunidade em várias instâncias dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário do Estado”. O Fórum foi o responsável pelo pedido de intervenção federal no Estado e pela vinda de uma missão federal para apurar as denúncias de corrupção.
Com a eleição e posse de Hartung, foram criadas as condições para a reorganização política e institucional do Estado, a começar pela anulação da eleição do novo presidente da Assembleia Legislativa que havia sido realizada enquanto os seguranças impediam a entrada de um oficial de Justiça e dois promotores que portavam notificações de suspensão do mandato de cinco deputados. A situação só se normalizou após uma nova sessão eleger Cláudio Vereza como o novo presidente da Assembleia.
O ES em Ação surgiu nesse ambiente com o propósito de mobilizar o empresariado no esforço de reconstrução do Estado, com a missão de contribuir para a formação “de uma consciência cidadã, com a promoção do pluralismo político e ideológico, com ética e a reponsabilidade social”. Os 16 empresários executivos capixabas que formam o time de fundadores “decidiram reunir suas experiências na gestão privada e, de forma voluntária, desenvolver projetos para apoiar iniciativas da gestão pública com o objetivo de tornar as ações mais efetivas em benefício da sociedade”.
Entrega da Comenda Jerônimo Monteiro, Palácio Anchieta
Entrega da Comenda Jerônimo Monteiro, Palácio Anchieta Crédito: Ricardo Medeiros
Os projetos elaborados pelo ES em Ação – reunidos no “ES 2025” e, posteriormente, no “ES 2030” e que agora estão sendo atualizados no “ES 2035” – se desenvolvem nas áreas de formação de lideranças, do desenvolvimento (criação de um bom ambiente de negócios), educação de qualidade (para redução das desigualdades), gestão pública (para atração de investimentos) e formação de redes empresariais fortes para conquistar legitimidade no debate público.
A qualidade dos projetos e o empenho em realizá-los torna possível afirmar, sem medo de errar, que o ES em Ação contribuiu positivamente em boa parte das conquistas alcançadas pelo Espírito Santo nos últimos 20 anos que podem ser resumidas na reorganização política e institucional, no equilíbrio fiscal e na maturação de projetos voltados para o desenvolvimento sustentável. Esse legado, por isso, precisa ser lembrado, homenageado e preservado.
Como alertou o governador Renato Casagrande na cerimônia de entrega das comendas, “a vigilância precisa preservada” para “assegurarmos o que conquistamos nas duas últimas décadas”; por isso “não podemos deixar o Estado nas mãos de lideranças que queiram usar a máquina pública em benefício próprio”. Foi o que também afirmou o empresário Kaumer Chieppe, presidente do grupo Águia Branca, na abertura do Pedra Azul Summit 2023: “Não pode haver retrocesso. Já tivemos uma situação muito ruim no ES e não tem tanto tempo assim; isso não pode voltar”.

José Carlos Corrêa

E jornalista. Atualidades de economia e politica, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham analises neste espaco.

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