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Saúde hormonal: 5 motivos que podem explicar a dificuldade para emagrecer

Compreender a inflamação metabólica, o comportamento hormonal e hábitos cotidianos pode representar o primeiro passo para recuperar bem-estar e equilíbrio

Publicado em 09 de Junho de 2026 às 15:15

Portal Edicase

Publicado em 

09 jun 2026 às 15:15
Mudanças hormonais podem influenciar metabolismo, retenção de líquidos e composição corporal (Imagem: New África | Shutterstock)
Mudanças hormonais podem influenciar metabolismo, retenção de líquidos e composição corporal Crédito: Imagem: New África | Shutterstock
Muitas mulheres relatam uma sensação parecida: manter hábitos semelhantes aos de antes, mas perceber que o corpo mudou, o inchaço aumentou e o emagrecimento ficou mais difícil. Em consultórios de ginecologia e saúde hormonal feminina, tem crescido a discussão sobre um fenômeno frequentemente chamado de “inflamação hormonal”, expressão usada para descrever um conjunto de alterações metabólicas, inflamatórias e hormonais que podem impactar peso, retenção de líquidos e bem-estar.
Segundo o ginecologista Dr. Rafael Lazarotto, especialista em menopausa, emagrecimento e lipedema, muitas pacientes chegam ao consultório acreditando que a dificuldade para perder peso está apenas na alimentação. “A mulher costuma ouvir que basta comer menos e fazer exercício, mas nem sempre o cenário é tão simples. Hormônios, qualidade do sono, inflamação metabólica, intestino, estresse e retenção hídrica podem interferir diretamente na forma como o corpo responde ao emagrecimento”, explica.
Abaixo, entenda melhor sobre os fatores que podem dificultar o emagrecimento em mulheres!

1. Alimentação: o que parece leve nem sempre favorece o equilíbrio hormonal 

O excesso de ultraprocessados, açúcar refinado, álcool frequente e alimentação pobre em fibras pode contribuir para aumento de inflamação metaból i ca e piora da resistência à insulina, favorecendo ganho de gordura abdominal.
“Uma alimentação desregulada pode amplificar processos inflamatórios do organismo. Não é sobre dietas radicais, mas sobre consistência alimentar e escolhas que favoreçam a saúde metabólica e hormonal”, afirma Dr. Rafael Lazarotto.
Segundo ele, proteínas adequadas, fibras, vegetais, hidratação e refeições equilibradas costumam fazer diferença no controle do metabolismo.

2. Estresse constante altera hormônios e favorece acúmulo de gordura

Rotina intensa, ansiedade, excesso de trabalho e privação de sono podem elevar níveis de cortisol, hormônio associado ao estresse. “O estresse crônico pode impactar diretamente metabolismo, sono , apetite e armazenamento de gordura, principalmente na região abdominal. Muitas vezes, a paciente está se esforçando, mas o organismo permanece em estado constante de alerta”, explica o médico.
Além do peso, alterações hormonais ligadas ao estresse também podem piorar a fadiga, a compulsão alimentar e a retenção de líquidos. 
Alterações na microbiota intestinal podem impactar diversas funções do organismo, prejudicando o emagrecimento (Imagem: SewCreamStudio | Shutterstock)
Alterações na microbiota intestinal podem impactar diversas funções do organismo, prejudicando o emagrecimento Crédito: Imagem: SewCreamStudio | Shutterstock

3. Intestino saudável também influencia hormônios e emagrecimento

O funcionamento intestinal ganhou protagonismo nas discussões sobre saúde hormonal feminina. As alterações na microbiota intestinal podem interferir na inflamação, no metabolismo e até no processamento hormonal. 
“O intestino participa de vários mecanismos ligados ao metabolismo e à regulação hormonal. Distensão abdominal, constipação, desconforto digestivo e alimentação inflamatória merecem atenção dentro desse contexto”, afirma o ginecologista.

4. Retenção de líquidos nem sempre significa ganho de gordura

Sensação de inchaço, roupas apertadas, oscilação rápida na balança e edema podem estar ligados a alterações hormonais, ciclo menstrual, menopausa, alimentação rica em sódio ou baixa ingestão hídrica.
“Muitas mulheres chegam dizendo que ganharam peso rapidamente, mas parte importante pode ser retenção. Precisamos diferenciar gordura , edema e alterações hormonais antes de definir estratégias”, explica o Dr. Rafael Lazarotto.

5. Metabolismo muda ao longo da vida e exige novas estratégias

Com o envelhecimento, climatério e menopausa, a tendência é ocorrer redução de massa muscular e mudanças hormonais que impactam gasto energético e composição corporal. “O metabolismo feminino não permanece igual aos 20, 30 ou 50 anos. O cuidado precisa acompanhar essas transformações, com avaliação individualizada e metas realistas”, pontua.

Saúde hormonal e metabolismo caminham juntos

Entender a saúde hormonal feminina exige abandonar fórmulas universais. Nem todo ganho de peso é resultado exclusivo de alimentação excessiva ou falta de disciplina. Em muitos casos, compreender a inflamação metabólica, o comportamento hormonal e hábitos cotidianos pode representar o primeiro passo para recuperar bem-estar e equilíbrio.
Por Sarah Carvalho

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