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Futebol

Brasil tem obrigação de sobrar nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa

Seleção consegue ser superior aos rivais mesmo sem ser brilhante. Diante dos europeus a história é outra. O retrospecto nas últimas Copas mostra isso

Publicado em 18 de Novembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

18 nov 2020 às 05:00
Filipe Souza

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Filipe Souza

O Brasil venceu o Uruguai na noite desta terça-feira (17) e é o líder isolado das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo
O Brasil venceu o Uruguai na noite desta terça-feira (17) e é o líder isolado das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo Crédito: Lucas Figueiredo/CBF
Pode parecer que não, mas a Seleção Brasileira esteve em campo na noite desta terça-feira (17) em um jogo oficial. O Brasil venceu o Uruguai por 2 a 0, no Estádio Centenário, em Montevidéu, em partida válida pela quarta rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Catar 2022. Com o resultado, o time comandado por Tite chegou a 12 pontos na tabela e ocupa a liderança isolada da competição.
Único país presente em todas as Copas do Mundo, o Brasil vai manter sua escrita. Não há dúvidas. O grau de dificuldade oferecido na América do Sul já se tornou baixo para a Seleção Brasileira, que mesmo longe de apresentar um futebol digno de sua história, consegue derrubar os rivais um a um.
Na partida desta terça, a Celeste não contou com Luiz Suárez, seu principal jogador, e se tornou presa ainda mais fácil para o Brasil, que sem Neymar, Coutinho e Casemiro, jogadores importantes no esquema do técnico Tite, jogou o suficiente para vencer. E assim, a Seleção segue acumulando resultados positivos sem grandes esforços. Em quatro jogos (Bolívia, Peru, Venezuela e Uruguai), o Brasil marcou 12 gols e sofreu apenas dois.
Até mesmo os adversários que deveriam ser mais fortes, não costumam ameaçar mais. As seleções se apoiam em dois ou três jogadores que são referências e em um elenco esforçado. Caso da Colômbia de James Rodríguez, do Chile de Arturo Vidal e Alexis Sánchez, e até mesmo da Argentina, que tem em Messi a estrela da equipe, mas um elenco de coadjuvantes nada confiáveis ao seu lado. Por conta de todos esses aspectos dos rivais e pelo potencial que tem à disposição (jogadores nos principais times da Europa), o Brasil tem a obrigação de ser o melhor.

SUL-AMERICANOS NÃO RESISTEM, MAS EUROPEUS VIRAM CARRASCOS

Por outro lado, como os Sul-Americanos não oferecem resistência, a Seleção acaba não enfrentando rivais de peso em seu caminho até à Copa do Mundo. O que faz com que o Brasil não esteja preparada para as grandes seleções europeias em mundiais. O retrospecto nas últimas quatro copas, com eliminação por europeus, deixa isso muito claro.
Em 2006, uma geração brilhante com Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e Adriano, foi eliminada nas quartas de final pela França de Zidane e Henry. Já em 2010, um time esforçado caiu para a Holanda, também nas quartas de final. Em 2014, uma tragédia ao ser atropelada no inesquecível 7 a 1 para a Alemanha. E em 2018, a eliminação para a “ótima geração belga”, mais uma vez em uma quarta de final. 
É claro que cada Copa tem a sua história e circunstâncias que se tornam cruciais. Mas nos últimos três mundiais, o time brasileiro chegou muito abaixo do necessário para ser campeão. O desafio da CBF e de Tite é preparar o Brasil para ser competitivo contra rivais de alto nível e para ganhar a Copa do Mundo. Vencer Bolívia, Venezuela, Peru e Equador é rotina há tempos. Não é motivo para empolgar ninguém.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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